China condena interferência dos EUA na Venezuela

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático diz que comportamento dos EUA com país sul-americano é "intimidador"

(Foto: Xinhua)
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Xinhua - A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, declarou na quarta-feira (7) que a China se opõe à interferência dos EUA nos assuntos internos da Venezuela, exortando os EUA a pararem com o seu comportamento intimidador de arbitrariamente reprimir outros países.

"Temos que ressaltar que o partido político que deve governar um país é uma questão interna e deve ser decidida por seu povo", disse a porta-voz. 

As declarações de Hua foram dadas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva na segunda-feira para congelar os ativos do governo venezuelano nos EUA.

"O que os EUA disseram e fizeram constitui grosseira interferência nos assuntos internos da Venezuela e viola severamente as normas básicas que regem as relações internacionais. A China se opõe firmemente a isso", disse ela.

os fatos provaram repetidas vezes que as sanções nunca ajudarão a resolver a questão venezuelana. Em vez disso, essas medidas só aumentarão o risco de a situação ficar fora de controle, acrescentou a porta-voz.

"A China pede aos EUA que enfrentem a essência da questão venezuelana, retornem ao caminho correto de respeito ao direito internacional e apoiem o processo de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição", disse. 

Em resposta aos alertas do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, à China e à Rússia sobre o apoio ao governo de Maduro, Hua pediu aos EUA que aprendam com a história e parem imediatamente de criar discórdia.

A cooperação entre a China e a Venezuela, conduzida legitimamente com igualdade, benefício recíproco, resultados de ganho mútuo e princípios de mercado, trouxe benefícios aos dois países e povos e não permite a interferência de outros, disse o porta-voz.

"A China está plenamente convencida de que a cooperação China-Venezuela seguirá como habitualmente, não importa como a situação mude", completou a porta-voz. 

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