China diz que há sinais de 'terrorismo' nas manifestações em Hong Kong

A violência atingiu um tal ponto em Hong Kong, que pode ser considerada terrorismo, segundo advertiu a autoridade máxima da China na cidade

(Foto: Diário do Povo)

Diário do Povo on Line - A violência chegou a tal ponto em Hong Kong, que pode ser considerada terrorismo, segundo advertiu a autoridade máxima da China na cidade. 

Em Peqim,  Yang Guang, um porta-voz do Gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau, disse que os manifestantes radicais atacaram repetidamente a polícia durante os últimos dias, tendo cometido graves crimes violentos. Tal violência começa a indiciar os “primeiros sinais de terrorismo”, disse Yang.

Yang condenou profundamente os manifestantes que arremessaram bombas de gasolina contra policiais no domingo à noite.

Um pequeno número de amotinados atirou as bombas contra os policiais nas estações de Cheung Sha Wan, Tsim Sha Tsui e Wan Chai no domingo à noite. Um policial foi atingido com uma dessas bombas em Tsim Sha Tsui, causando queimaduras em suas pernas.

Um diagnóstico inicial revelou que o oficial sofreu queimadoras de segundo grau em 10% da sua perna esquerda, e queimaduras de primeiro grau em 3% da sua perna direita.

“Expressamos a nossa forte indignação e condenação por este crime sinistro”, disse Yang.

Tais atos de violência prejudicam brutalmente o Estado de direito e a ordem social de Hong Kong, ameaçando severamente as vidas dos cidadãos, bem como a estabilidade e prosperidade da cidade, acrescentou. Tais atos devem ser “resolutamente combatidos” de acordo com a lei, sendo que o gabinete apoia categoricamente a polícia de Hong Kong na imposição da lei e em levar os criminosos à justiça logo que possível.

O gabinete de comunicação do governo central em Hong Kong emitiu também a sua condenação aos manifestantes violentos.

“Não existe lugar no mundo que tolere tais atrocidades e atos de violência. Hong Kong irá para o abismo se tais atos de terror forem permitidos”, disse o Gabinete de Ligação do Governo Popular Central de Hong Kong através de um comunicado.

A aspiração mais urgente e comum do povo de Hong Kong é a de terminar a violência e restaurar a paz e a ordem, disse o gabinete de comunicação.

Contudo, pelas 4 da tarde de segunda-feira (12), as autoridades aeroportuárias de Hong Kong cancelaram os voos restantes desse dia após milhares de manifestantes terem ocupado o principal terminal pelo 4º dia, sendo a maior disrupção do aeroporto deste que as manifestações tiveram início em junho.

Os cancelamentos surgem após as operações do Aeroporto Internacional de Hong Kong ter sido “severamente afetado” pela ocupação, segundo as autoridades. 

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