China diz que prioridade em Hong Kong é pôr fim à violência

O governo chinês afirma que não ficará de braços cruzados se a situação em Hong Kong se deteriorar ao ponto de o governo local não conseguir lidar com o problema. A declaração é de Zhang Xiaoming, diretor do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado

China e Hong Kong, bandeiras
China e Hong Kong, bandeiras (Foto: Diário do Povo)

Diário do Povo On Line - O governo central da China não ficará à margem se a situação em Hong Kong se deteriorar ao ponto do governo local não conseguir lidar com o problema, disse Zhang Xiaoming, diretor do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado, durante um simpósio em Shenzhen, na província de Guangdong, na quarta-feira (7).

O governo central tem capacidade suficiente para pôr termo a qualquer possível distúrbio, tal como conferido pela lei básica de Hong Kong, disse Zhang.

“A tarefa mais premente atualmente é acabar com a violência e repor a ordem, de modo a assegurar a nossa pátria e prevenir Hong Kong de se afundar”, disse Zhang, acrescentando que aquela região administrativa especial enfrenta a “situação mais séria” desde o retorno à pátria em 1997.

Discursando perante cerca de 550 dignitários dos mais variados quadrantes da sociedade de Hong Kong, Zhang disse que o governo central está profundamente preocupado com a situação na cidade e está seguindo de perto os acontecimentos locais.

Os comentários de Zhang seguem-se a duas coletivas de imprensa anteriores do gabinete para expressar a preocupação relativa aos distúrbios de Hong Kong. Desde 9 de junho, protestos anti-lei de extradição não só aumentaram em escala e abrangência, mas também se tornaram mais violentos.

Os manifestantes radicais vandalizaram edifícios públicos, sitiaram estações de polícia e profanaram o emblema e bandeira nacionais. Qualquer ato que comprometa os limites da política “um país, dois sistemas” não será tolerado, disse Zhang.

Trazer a paz e a ordem de volta a Hong Kong é uma aspiração compartilhada da maioria das pessoas, disse Zhang.

A chave para sair deste imbróglio é apoiar a chefe do Executivo, Carrie Lam, e a polícia na imposição estrita da lei, disse ele.

As forças patriotas podem também desempenhar um papel-chave na reposição da normalidade na cidade, pois são a força principal em assegurar a sua estabilidade e prosperidade, acrescentou Zhang.

Entre os representantes-chave que participaram no simpósio encontraram-se legisladores de Hong Kong, deputados da Assembleia Popular Nacional, membros do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e membros de instituições do governo central em Hong Kong.

Wang Zhimin e Yang Jianping, director e sub-diretor do Gabinete de Ligação do governo central em Hong Kong, também participaram no evento.

Relativamente a alguns comentários de políticos estadunidenses face a uma suposta reavaliação da relação com a China, no caso desta impor a lei marcial em Hong Kong, Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China qualificou tais palavras como confusas.

“Eu gostaria de perguntar a estas pessoas se ainda se lembram de como a polícia estadunidense lidou com o movimento Ocupy Wall Street em 2011. Se as atividades radicais, violentas e ilegais de Hong Kong acontecessem nos EUA, o que faria a polícia estadunidense?”, disse Hua.

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