China está na corrida para se tornar líder mundial no setor de big data

Durante a Expo China de 2018, no ultimo sábado (26), em Guiyang, província de Guizhou, foi apresentada uma plataforma de análise visual de big data. A feira atraiu mais de 40 mil participantes de quase 30 países

Durante a Expo China de 2018, no ultimo sábado (26), em Guiyang, província de Guizhou, foi apresentada uma plataforma de análise visual de big data. A feira atraiu mais de 40 mil participantes de quase 30 países
Durante a Expo China de 2018, no ultimo sábado (26), em Guiyang, província de Guizhou, foi apresentada uma plataforma de análise visual de big data. A feira atraiu mais de 40 mil participantes de quase 30 países (Foto: Reinaldo)

247, com Diário do Povo on line - A China está na corrida para se tornar o líder mundial no setor de big data (grandes dados), que deverá melhorar a vida das pessoas no futuro, segundo analistas chineses. No entanto, os mesmos alertaram para o problema da proteção de dados, que ainda persiste.

"A China irá se tornar o maior produtor mundial de dados, correspondendo a cerca de um quinto dos dados globais até 2020, acompanhando o aumento de recursos da nação para integrar tecnologias de informação de ponta na economia real", disse Chen Zhaoxiong, vice-ministro da indústria e tecnologia da informação, durante a Expo da Indústria de Big Data da China.

"O país já fez progressos significativos no setor de big data, com grandes plataformas de dados estabelecidas em manufatura, comércio, finanças, transporte e assistência médica", reforçou Chen.

Comparando com os líderes do setor, a China demonstra capacidade de recolher e gerenciar dados devido à abundância de talentos e apoio do governo do país, afirmou Xiang Yang, analista do setor da CCID Consulting, sediada em Pequim.

A tecnologia de big data, que se desenvolveu rapidamente na China nos últimos anos, é usada principalmente para melhorar a vida das pessoas e ajudar o governo a tomar decisões, disse Qin An, diretor do Instituto da China para a Estratégia do Ciberespaço, ao Global Times no domingo.

Na Expo, o Centro Berkeley de Pesquisas sobre Inovação de Big Data de Guizhou (GBIC, na sigla em inglês) lançou duas campanhas públicas de bem-estar fazendo uso da tecnologia de big data para beneficiar oftalmologistas nas áreas rurais, informou a agência de notícias Xinhua no domingo (27).

Ao recolher o diagnóstico online de 100 mil pacientes com cataratas em Guizhou, o centro espera que o programa possa compensar a falta de oftalmologistas profissionais em regiões remotas e pobres da província.

O sistema de reconhecimento facial ajudou ainda o departamento de segurança pública local a resolver mais de 90% dos casos criminais, depois que a prefeitura estabeleceu um centro de comando de big data, informou um funcionário do Departamento de Segurança Pública de Guiyang ao Global Times.

"O sistema é capaz de escanear rostos e compará-los com o banco de dados de suspeitos criminais. Assim que é estabelecida uma correspondência, a polícia é imediatamente notificada", explicou o funcionário.

"No entanto, a segurança de dados é ainda um risco em todo o mundo", disse Du Yuejin, diretor do centro de pesquisa de engenharia de segurança de big data de Guizhou.

Em comparação com os líderes globais do setor, a China precisa urgentemente de leis para regulamentar a indústria de big data, e os operadores de dados devem ser mais transparentes sobre o recolhimento, compartilhamento e gerenciamento de dados, de forma a dissipar as preocupações públicas sobre privacidade, reforçou Qin.

O governo tem implementado regulamentações rigorosas para proteger a privacidade. Somente funcionários em um determinado nível têm permissão para aceder aos dados, por isso, os operadores de dados privados devem ser mais cautelosos, denotou Xiang.

A polícia chinesa deteve mais de 11 mil suspeitos de mais de 3.700 casos nos últimos dois anos por suposta má utilização de informações pessoais, informou a agência de notícias Xinhua em dezembro.

Nos próximos três anos, a China deverá elaborar leis que visam proteger os dados pessoais e os direitos legais dos usuários da rede. As novas leis também devem esclarecer sobre o uso legítimo de big data e sobre crimes cibernéticos, disse Zhu Wei, professor da Universidade de Ciência Política e Direito da China, em Pequim.

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