China faz apelo para que os EUA doem vacinas contra a Covid-19 a países pobres

Mídia chinesa cobra do governo estadunidense ações concretas contra a desigualdade vacinal no mundo, fazendo distribuição de vacinas a quem precisa. Nesta quarta-feira, o governo Biden anunciou doação de 500 milhões de doses da vacina da Pfizer

(Foto: Reuters)
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247 - Uma publicação na Rádio Internacional da China cobra dos Estados Unidos uma colaboração maior do país no ato “humanitário” que é a distribuição de vacinas contra a Covid-19 a países que não podem comprar os imunizantes.

O texto lembra, por exemplo, que os Estados Unidos reservaram para sua população uma quantidade de vacinas muito maior do que a necessária e destaca: “A assistência de vacinas é uma responsabilidade humanitária, ao invés de uma arma política”.

Nesta quarta-feira (9), o governo Joe Biden anunciou a doação de 500 milhões de doses da vacina da Pfizer para países de baixa renda. As doses serão entregues até junho de 2022, por intermédio da aliança Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia abaixo o texto da imprensa chinesa, publicado um dia antes do anúncio de Biden:

EUA, por favor, adotem ações práticas na assistência de vacinas

Atualmente, os países com alto rendimento concluíram a vacinação de cerca de 44% de doses do mundo, enquanto os países de baixo rendimento vacinaram apenas 0,4%”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na coletiva de imprensa realizada no dia 7. Também disse que a entidade está à espera que os países que prometeram compartilhar as vacinas tomem medidas em junho e julho.

Antes, o governo norte-americano prometeu o fornecimento de 80 milhões de doses de vacina contra o Covid-19 ao exterior antes de junho. Porém, o mundo ainda não testemunhou nenhuma ação concreta em relação a isso. Será mais uma performance política? Já que a última administração norte-americana também prometeu uma assistência de 100 milhões de dólares no combate contra a pandemia dos países em desenvolvimento, incluindo a China, e acabou por quebrar o compromisso.

Nos últimos tempos, alguns países ocidentais apostam no “nacionalismo de vacinas”, falando uma coisa enquanto fazem outra, causando um grande impacto à cooperação mundial na prevenção e controle da pandemia.

Os EUA, por exemplo, reservaram uma quantidade de vacinas cujo número foi várias vezes maior que o país necessita. Com o avanço da vacinação, os políticos norte-americanos, com o intuito de melhorar a imagem do país e conter a China, lançaram o chamado plano de assistência de vacinas. Tal como escreveu o senador republicano, Ben Sasse, para o diário The Wall Street Journal, “Os EUA devem desenvolver mais cedo a diplomacia de vacinas para conter a China”.

A assistência de vacinas é uma responsabilidade humanitária, ao invés de uma arma política. Até o momento, a China já prestou assistência de vacinas para mais de 80 países em desenvolvimento com necessidades, e exportou vacinas para mais de 40, com um número total de mais de 350 milhões de doses.

Até a própria imprensa norte-americana lamentou, dizendo que “O país ainda não mandou nem uma dose ao exterior.” Enquanto isso, os países e regiões de destino continuam na ânsia pela espera das vacinas norte-americanas.

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