China reafirma defesa do 'multilateralismo' e da 'governança global'

Falando na abertura das reuniões ministeriais do G20, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, reafirmou as posições da China contrárias ao unilateralismo e ao protecionismo

Bandeira da China. Foto: Philip Jägenstedt/Flickr/Creative Commons
Bandeira da China. Foto: Philip Jägenstedt/Flickr/Creative Commons (Foto: Reinaldo)

247, com Diário do Povo on line - O membro do Conselho de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse na segunda-feira (21) que é uma tendência global defender o multilateralismo, melhorar a governança global e construir uma comunidade de interesses comuns.

Wang fez as declarações ao participar da primeira sessão das reuniões ministeriais do Grupo dos 20 (G20).

O mundo está enfrentando inúmeros desafios e a globalização econômica está enfrentando ventos contrários, já que o unilateralismo e o protecionismo levantaram suas cabeças, afirmou.

Ressaltando que estamos vivendo em um mundo onde ninguém pode resolver todos os problemas por conta própria, Wang disse que o protecionismo não é a saída e que a cooperação de ganho mútuo é o que necessitamos.

"Nós devemos solucionar os problemas através de consultas com base na igualdade e respeito recíproco, e disputas por meio de diálogos francos."

"Devemos trabalhar conjuntamente para construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade com base no multilateralismo", acrescentou.

A Organização das Nações Unidas (ONU) é o núcleo para o mecanismo multilateral em curso e os propósitos e princípios da Carta da ONU são a pedra angular para as relações internacionais contemporâneas, apontou Wang.

O ministro assinalou que a Organização Mundial do Comércio representa o sistema de comércio multilateral com base em regras e que seus valores fundamentais e princípios básicos devem ser respeitados.

Wang também disse que as mudanças climáticas são um desafio comum da humanidade e que o Acordo de Paris deve ser implementado ativamente.

O G20 incorpora o progresso na governança global e deve desempenhar um melhor papel na promoção da globalização econômica, segundo ele.

Melhorar a governança global não implica uma reviravolta do sistema atual, mas uma reforma, a fim de corresponder à tendência do tempo e refletir melhor as intenções e os interesses da maioria dos países.

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