China refuta acusações dos EUA sobre minoria étnica

A China deplorou e se opôs firmemente na segunda-feira (9) às "acusações arbitrárias" de funcionários dos Estados Unidos contra suas políticas na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, dizendo que as mentiras dos políticos norte-americanos apenas revelarão sua "agenda política encoberta"

(Foto: Leonardo Attuch)

Xinhua - A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, fez as declarações em uma entrevista coletiva em resposta a uma pergunta sobre os recentes comentários do secretário de Estado dos EUA, Mike Pence, de que ele persuadiria outros países a "gritar" com a China por seu tratamento das pessoas de etnia Uigur que vivem em Xinjiang.

"Não é a primeira vez que os funcionários norte-americanos criticam arbitrariamente a política de Xinjiang da China em desconsideração total dos fatos", disse Hua. "Isso é uma interferência flagrante nos assuntos internos da China. Lamentamos e nos opomos firmemente a isso."

Mencionando conteúdo sobre o trabalho de educação e treinamento profissionalizantes em Xinjiang em um livro branco recentemente publicado pelo governo chinês, Hua observou que o propósito de estabelecer legalmente centros de educação e treinamento pelo governo local de Xinjiang é para salvar as pessoas que foram enganadas ou até que se juntaram às forças terroristas e cometeram delitos menores, visando ajudá-los a se libertar dos ideais extremistas.

"Essas medidas não são diferentes por natureza das medidas de desradicalização e antiterrorismo preventivas tomadas por muitos outros países", assinalou a porta-voz, notando que nenhum ataque terrorista aconteceu na região nos últimos três anos, prova da estabilidade geral e dinâmica do sólido desenvolvimento de Xinjiang, graças às medidas previamente mencionadas.

Hua também citou os comentários positivos sobre a experiência da China em legalmente combater e prevenir o terrorismo em Xinjiang por embaixadores e enviados diplomáticos estrangeiros após visitas no local, e os embaixadores de 50 países no Escritório das Nações Unidas em Genebra assinaram conjuntamente uma carta para o presidente do Conselho da ONU para os Direitos Humanos e o Alto Comissário para os Direitos Humanos, em apoio à posição da China nos assuntos relacionados a Xinjiang.

Diversos embaixadores disseram que o que eles ouviram e viram em Xinjiang foram totalmente diferentes da cobertura da mídia no Ocidente e elogiaram os avanços notáveis da China nos direitos humanos, segundo Hua.

"Como diz o ditado, 'Uma mão limpa não precisa ser lavada'. Em vez de enganar o mundo, as mentiras dos políticos dos EUA apenas revelarão ainda mais sua agenda política encoberta", destacou a porta-voz.

Ela pediu que o lado norte-americano abandone a mentalidade obsoleta da Guerra Fria, pare de usar as questões relacionadas a Xinjiang e outras para interferir nos assuntos internos da China, cesse sua suja campanha contra a China e contribua em vez de prejudicar a confiança e a cooperação entre a China e os Estados Unidos.

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