China toma medidas para reduzir impactos das tensões comerciais com EUA

A China anunciou nesta segunda-feira (9) uma série de medidas para reduzir os impactos negativos das políticas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos em 6 de julho

China toma medidas para reduzir impactos das tensões comerciais com EUA
China toma medidas para reduzir impactos das tensões comerciais com EUA (Foto: REUTERS/Hyungwon Kang)

247, com Diário do Povo - Um porta-voz do Ministério do Comércio da China anunciou na segunda-feira (9) que o país está implementando medidas para reduzir o impacto das tensões China-EUA nas empresas.

"Em resposta às novas tarifas dos EUA impostas em 6 de julho, a China teve de adotar as contramedidas necessárias", disse o porta-voz.

Quando da formulação da lista de produtos dos EUA que seriam sujeitos a tarifas retaliatórias, a China teve em consideração a capacidade de substituir os produtos importados e os seus impactos gerais no comércio e investimento, referiu o porta-voz.

Simultaneamente, a China irá pôr em prática as seguintes medidas:

-- Avaliar continuamente os impactos nos diferentes tipos de empresas.

-- Os rendimentos provenientes dos impostos das medidas retaliatórias serão fundamentalmente usados para aliviar os impactos nas empresas e nos seus colaboradores.

-- Encorajar as empresas a ajudar a estrutura de importação, e aumentar as importações de produtos agrícolas, tais como grãos de soja, produtos aquáticos e automóveis de outros países e regiões.

-- Avançar com a implementação de diretrizes emitidas pelo Conselho de Estado em 15 de junho para fazer um uso ativo e efetivo do investimento estrangeiro, e promover o desenvolvimento econômico qualitativo, de modo a reforçar a proteção dos interesses corporativos e criar um melhor ambiente de investimento.

O porta-voz acrescentou que as políticas serão constantemente melhoradas, e as opiniões e sugestões a este respeito serão bem-vindas.

"Para as empresas mais severamente impactadas, sugerimos que relatem aos departamentos concernentes nos governos locais", concluiu.

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