Cientista chinesa é detida após se refugiar em consulado de seu país em São Francisco

Uma pesquisadora chinesa que se refugiou das autoridades dos EUA no consulado da China em São Francisco está detida e deve comparecer a um tribunal na segunda-feira, disseram funcionários do Departamento de Justiça dos EUA

Bandeiras dos Estados Unidos e da China
Bandeiras dos Estados Unidos e da China (Foto: REUTERS/Aly Song)
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247 - Em mais um episódio da escalada da rivalidade entre os EUA e a China, a cientista chinesa Juan Tang foi acusada de fraude em seu visto em 26 de junho. A cientista, que trabalhou na Universidade da Califórnia, teria alegado falsamente não ter servido nas forças armadas chinesas. 

A embaixada chinesa não respondeu a um pedido de comentário sobre o caso.

Uma importante autoridade do Departamento de Justiça disse a repórteres que Tang foi detida na noite de quinta-feira e não tinha imunidade diplomática, pois não foi declarada oficial da diplomacia chinesa.

O funcionário disse que Tang fazia parte de uma rede de associados que ocultaram sua afiliação militar ao solicitar vistos.

Lauren Horwood, porta-voz da Procuradoria dos EUA no Distrito Leste da Califórnia, disse em um e-mail que Tang comparecerá ao tribunal na segunda-feira em Sacramento. Anteriormente, um funcionário disse que a aparição inicial de Tang estava marcada para sexta-feira.

A detenção da pesquisadora ocorre em meio a uma deterioração das relações EUA-China. Na sexta-feira, a China ordenou que os Estados Unidos fechassem seu consulado em Chengdu em resposta a uma ordem dos EUA de que a China fechasse seu consulado em Houston.

De acordo com os arquivos da Justiça americana, Tang foi acusada em 26 de junho de fraude em seu visto. Os promotores disseram que ela ocultou sua conexão com as Forças Armadas chinesas quando realizou seu pedido, mas os investigadores "descobriram fotos dela com o uniforme do quadro civil do Exército de Libertação do Povo da China (PLA)" e que ela trabalhava como pesquisadora na Quarta Universidade Médica Militar (FMMU), informa a CNN.

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