Cientistas avaliam que o risco de uma guerra nuclear é crescente

A possibilidade de um conflito nuclear é mais elevada hoje do que em meados dos anos oitenta, quando os dirigentes da União Soviética e dos EUA se encontraram em Reykjavik para iniciar o processo de redução dos potenciais nucleares; esta é uma das conclusões da reunião de líderes da organização Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear (IPPNW em inglês) e do movimento Pugwash (Cientistas para a Segurança Internacional). O evento decorreu em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia

A possibilidade de um conflito nuclear é mais elevada hoje do que em meados dos anos oitenta, quando os dirigentes da União Soviética e dos EUA se encontraram em Reykjavik para iniciar o processo de redução dos potenciais nucleares; esta é uma das conclusões da reunião de líderes da organização Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear (IPPNW em inglês) e do movimento Pugwash (Cientistas para a Segurança Internacional). O evento decorreu em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia
A possibilidade de um conflito nuclear é mais elevada hoje do que em meados dos anos oitenta, quando os dirigentes da União Soviética e dos EUA se encontraram em Reykjavik para iniciar o processo de redução dos potenciais nucleares; esta é uma das conclusões da reunião de líderes da organização Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear (IPPNW em inglês) e do movimento Pugwash (Cientistas para a Segurança Internacional). O evento decorreu em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik

A possibilidade de um conflito nuclear é mais elevada hoje do que em meados dos anos oitenta, quando os dirigentes da União Soviética e dos EUA se encontraram em Reykjavik para iniciar o processo de redução dos potenciais nucleares.

 
Esta é uma das conclusões da reunião de líderes da organização Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear (IPPNW em inglês) e do movimento Pugwash (Cientistas para a Segurança Internacional). O evento decorreu em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia.  

Estas organizações não-governamentais receberam o Prémio Nobel da Paz pela sua contribuição para apaziguar as tensões internacionais e estabelecer contatos diretos entre os dirigentes de Estados beligerantes, no início das negociações oficiais, quando era necessário parar um conflito armado ou impedir que este se transformasse em uma guerra de envergadura. 

O atual presidente do comité russo da Associação Pugwash, Aleksander Dunkin, e Sergei Kolesnikov, que representa a IPPNW, receberam seus colegas europeus. Após um longo período sem encontros neste formato, foi decidido reatar os contatos em Moscou. 

Os especialistas que participaram do encontro tentaram analisar as iniciativas que seriam aceitáveis para políticos e diplomatas e poderiam contribuir para a redução dos potenciais nucleares mundiais. 

Os participantes elaboraram uma mensagem para o primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev, que foi oficialmente enviada para o seu gabinete. 

"O aumento da tensão entre a OTAN e a Rússia, na Europa e no Oriente Médio, é comparável ao aumento de tensões na Ásia do Sul entre a Índia e Paquistão e à situação perigosa na península coreana e no mar da China Meridional. Pesquisas recentes mostraram que a utilização de 0,5% dos arsenais nucleares existentes provoca alterações climáticas em todo o planeta, um declínio de dez anos na produção alimentar e a fome, que já matou mais de 2 bilhões de pessoas. Em resposta a essa ameaça, mais de 120 países que não têm armas nucleares se comprometeram a entabular negociações sobre o Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares. Escrevemos-lhe para exortar a Rússia a se juntar a estas negociações e encabeçar o processo", diz o texto do documento enviado ao primeiro-ministro-russo. 

Entre as iniciativas e propostas foram destacados a retirada das armas nucleares dos territórios dos países que não as produzem, a recusa de fornecer materiais nucleares e tecnologias de dupla utilização para os chamados países no "limiar nuclear", bem como a remoção de materiais nucleares em excesso dos programas militares nacionais.

Foi ainda afirmado que todos devem cumprir as obrigações do Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares. 

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