Coalizão liderada pela Arábia Saudita diz que 'evidências' indicam uso de armas iranianas em ataque

O Irã rejeitou as acusações “inaceitáveis” dos Estados Unidos de que o país foi responsável pelo ataque às instalações de petróleo sauditas, que paralisaram quase metade da produção do reino, ou 5% do suprimento global de petróleo

(Foto: Governo dos EUA/DigitalGlobe/Divulgação via REUTERS)
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RIAD (Reuters) - A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que luta contra o movimento houthi do Iêmen disse nesta segunda-feira que o ataque a instalações de petróleo da Arábia Saudita foi realizado com armas iranianas e não foi lançado do Iêmen, segundo as descobertas preliminares.

O porta-voz da coalizão, coronel Turki al-Malki, disse que uma investigação sobre os ataques de sábado, que foram reivindicados pelo grupo houthi, alinhado ao Irã, ainda estavam em andamento para determinar o local do lançamento.

“Os resultados preliminares mostram que as armas são iranianas, e atualmente estamos trabalhando para determinar a localização... O ataque terrorista não se originou no Iêmen, como reivindicou a milícia houthi”, disse Malki em entrevista coletiva em Riad.

Segundo o coronel, as autoridades revelariam o local de onde os drones foram lançados em uma coletiva de imprensa futura.

O Irã rejeitou as acusações “inaceitáveis” dos Estados Unidos de que o país foi responsável pelo ataque às instalações de petróleo sauditas, que paralisaram quase metade da produção do reino, ou 5% do suprimento global de petróleo.

A aliança muçulmana sunita lideradas pelos sauditas, que tem o apoio do Ocidente, interveio no Iêmen em março de 2015 para tentar restaurar o governo reconhecido internacionalmente que foi expulso do poder na capital Sanaa no final de 2014 pelos houthis.

O movimento intensificou os ataques com drones e mísseis contra as cidades sauditas este ano. O conflito é visto em grande parte na região como uma guerra por procuração entre a Arábia Saudita e o Irã.

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