Colômbia prolonga cessar-fogo com as Farc até dezembro

Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou que prorrogará o cessar-fogo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) até o fim do ano, medida que visa a promover esforços para salvar o acordo de paz rejeitado em referendo pela população; "Tomei a decisão de prorrogar o cessar-fogo bilateral até 31 de dezembro. Que fique claro: isso não é um ultimato ou um prazo irrevogável, mas espero que todos esse processo para ter um novo acordo termine antes", disse Santos

Colombia's President Juan Manuel Santos speaks to guests after receiving the Clinton Global Citizen Award in New York, U.S., September 19, 2016. REUTERS/Eduardo Munoz/File Photo
Colombia's President Juan Manuel Santos speaks to guests after receiving the Clinton Global Citizen Award in New York, U.S., September 19, 2016. REUTERS/Eduardo Munoz/File Photo (Foto: Paulo Emílio)

Ansa - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou que prorrogará o cessar-fogo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) até o fim do ano, medida que visa a promover esforços para salvar o acordo de paz rejeitado em referendo pela população. AQ informação foi dada por Santos em pronunciamento na televisão, logo após um encontro com estudantes que fizeram uma manifestação para pedir que o acordo de paz entre em vigor. A informação é da Agência Ansa.

"Tomei a decisão de prorrogar o cessar-fogo bilateral até 31 de dezembro. Que fique claro: isso não é um ultimato ou um prazo irrevogável, mas espero que todos esse processo para ter um novo acordo termine antes", disse o presidente colombiano. "Outras vidas, de soldados e de guerrilheiros, estão em jogo", ressaltou Santos, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz deste ano por sua tentativa de chegar a um acordo com as Farc e pôr fim a um conflito de meio século no país.

As negociações de paz com as Farc foram iniciadas há quatro anos pelo governo colombiano e ocorreram em Cuba. As duas partes chegaram a um consenso, mas Santos quis submeter o acordo à avaliação popular para ter legitimidade. Nas urnas, por estreita margem de votos, o "não" venceu. O ex-presidente Álvaro Uribe, que é contrário ao acordo, fez forte oposição para que o texto não fosse aprovado em referendo.

Agora, Santos tenta convencer os opositores a aceitar o acordo e seguir adiante. O cessar-fogo vai vigorar até 31 de dezembro de 2016, mas o presidente espera que o acordo de paz entre em vigor antes.

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