Com presença chinesa, reunião de bloco asiático reforça multilateralismo

A reunião dos Estados membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) e a restauração e o crescimento da cooperação China-Japão-Coreia do Sul constituem novos esforços pelo multilateralismo e a construção de uma comunidade econômica do Leste Asiático, destaca o chanceler chinês Wang Yi

Com presença chinesa, reunião de bloco asiático reforça multilateralismo
Com presença chinesa, reunião de bloco asiático reforça multilateralismo

247, com Diário do Povo - O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, elogiou no último sábado (4) a reunião de chanceleres dos 10 Estados membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) e da China, Japão e Coreia do Sul (10+3).

Wang disse em um comunicado de imprensa que se obteve um importante consenso no encontro realizado em Cingapura e que a reunião aconteceu sem contratempos e com sucesso.

Os chanceleres concordaram em defender conjuntamente o livre comércio, opor-se ao protecionismo e apoiar o multilateralismo, disse Wang.

Também concordaram que, com o estabelecimento da Comunidade da ASEAN e a restauração e o crescimento da cooperação China-Japão-Coreia do Sul, é momento de impulsionar a construção de uma comunidade econômica do Leste Asiático e acelerar as negociações sobre a Associação Econômica Integral Regional (RCEP, na sigla em inglês), apontou Wang.

Sobre a reunião de chanceleres da Cúpula do Leste Asiático, ele comentou que a região foi testemunha de dois acontecimentos importantes e positivos. O primeiro, a volta ao caminho do diálogo e consulta da questão nuclear da Península Coreana.

O segundo, destacou Wang, a estabilização da situação no Mar do Sul da China graças aos esforços conjuntos da China e dos 10 Estados membros da ASEAN.

O mais importante é que a China e a ASEAN alcançaram um projeto único com texto negociado do Código de Conduta no Mar do Sul da China, opinou Wang.

Ao mesmo tempo, existem duas tendências negativas na região, assinalou o ministro chinês. O sistema de livre comércio foi gravemente prejudicado pelo auge do unilateralismo e protecionismo, que ameaçam o futuro desenvolvimento de todos os países e o bem-estar de seus povos.

A segunda é que alguns países que não pertencem à região impulsionaram a militarização na região, o que ameaça e pressiona a segurança das nações regionais, incluindo a China, disse Wang.

Os países na região têm a última palavra sobre a atual situação e a futura cooperação no local, afirmou Wang, manifestando o desejo de que as nações que não são da região mudem a mentalidade e entendam e apoiem os esforços positivos que a China e a ASEAN têm feito.

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