Comemorações da vitória de Assad deixam dez mortos

Número foi divulgado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH); mais de 200 ficaram feridos; entre as vítimas, cujas mortes foram provocadas por tiros, há um menor, um jogador de futebol e um cinegrafista da televisão Al Itiyah

Syria's president Bashar al-Assad gestures during an interview with French daily Le Figaro in Damascus in this handout distributed by Syria's national news agency SANA on September 2, 2013.  REUTERS/SANA/Handout (SYRIA - Tags: CONFLICT CIVIL UNREST POLITI
Syria's president Bashar al-Assad gestures during an interview with French daily Le Figaro in Damascus in this handout distributed by Syria's national news agency SANA on September 2, 2013. REUTERS/SANA/Handout (SYRIA - Tags: CONFLICT CIVIL UNREST POLITI (Foto: Gisele Federicce)

Da Agência Lusa

Pelo menos dez pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas na Síria durante a celebração ontem (4) da vitória eleitoral do presidente Bashar Al Assad, informou hoje (5) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Entre as vítimas, cujas mortes foram provocadas por tiros, há um menor, um jogador de futebol e um cinegrafista da televisão Al Itiyah, indicou o OSDH.

De acordo com a organização, os disparos ocorreram na capital do país, Damasco; em Alepo, no Norte; e nas províncias costeiras de Latakia e Tartus, regiões controladas pelo regime de Assad.

O observatório acusou a milícia pró-governamental shabiha de ser a autora dos disparos. Nessa quarta-feira, antes do anúncio dos resultados, o próprio Bashar Al Assad pediu, em comunicado, que a população se contivesse e evitasse disparos para o ar, de forma a não colocar vidas em perigo.

Assad foi reeleito com 88,7% dos votos, muito à frente dos seus dois adversários, o deputado da oposição tolerada pelo regime, Maher Abdel Hafez Hayar, e o ex-ministro Hassan Abdallah Al Nuri. A eleição foi feita apenas nas zonas controladas pelo regime de Assad, a primeira em mais de meio século com mais de um candidato. A participação da população foi 73,42%.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos classificou as eleições como uma "farsa" e disse que muitas famílias foram votar por medo de serem detidas por forças leais ao governo caso não o fizessem.

A guerra civil na Síria começou em 2011 e já deixou mais de 160 mil mortos, 4,5 milhões de deslocados internos e 3 milhões de refugiados.

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