Congresso do Peru aprova moção que pode resultar na destituição do presidente

Iniciativa contra Martín Vizcarra inicia processo de impeachment, que deve ter decisão final dentro de 4 ou 5 dias. Ele é acusado de pedir a dois assessores para que mentissem a respeito de um escândalo de corrupção que compromete seu governo

Martín Vizcarra
Martín Vizcarra (Foto: Mariana Bazo/File Photo/Reuters)
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Revista Fórum - O Congresso do Peru aprovou nesta sexta-feira (11), por maioria simples, uma moção para declarar “vago” o cargo de Presidente da República, o que, na prática, é o início do processo de destituição do presidente Martín Vizcarra, envolvido em um suposto caso de corrupção.

Em meio a uma nova crise política no país, e enquanto se agrava o desastre sanitário causado pelo coronavírus, o parlamento peruano aprovou a moção que afirma que Vizcarra sofre de “incapacidade moral permanente”, razão pela qual deveria deixar o cargo.

A moção recebeu 65 votos a favor, 36 contrários e 24 abstenções. Precisava de uma maioria simples para ser aprovado (52 votos). Com isso, o Congresso iniciou o processo de deliberação sobre a situação de Vizcarra, que deve durar entre 4 e 5 dias úteis. Ou seja, em meados da próxima semana, deve haver uma definição sobre sua queda ou manutenção no poder.

Marín Vizcarra é acusado de pedir às assessoras Mirian Morales e Karen Roca que mentissem em uma investigação legislativa sobre escândalo de corrupção que compromete seu governo. Nas conversas, Vizcarra tenta planejar a resposta que dará publicamente sobre a contratação irregular, por US $ 50 mil, do cantor Richard Cisneros, conhecido como “Richard Swing”, pelo Ministério da Cultura.

Confira a reportagem completa na Revista Fórum. 

 

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