Conselho de Segurança da ONU volta a debater sobre crimes de Israel

Mais uma vez, o organismo das Nações Unidas debate a questão palestina, com foco nas graves violações dos direitos humanos praticadas pelo Estado sionista israelense

Mais uma vez, o organismo das Nações Unidas debate a questão palestina, com foco nas graves violações dos direitos humanos praticadas pelo Estado sionista israelense
Mais uma vez, o organismo das Nações Unidas debate a questão palestina, com foco nas graves violações dos direitos humanos praticadas pelo Estado sionista israelense (Foto: Reinaldo)

247, com Prensa Latina - O Conselho de Segurança da ONU realiza nesta quarta-feira (23) sua reunião mensal sobre o Oriente Médio, tema que já foi o centro de debates nos últimos dias no organismo diante da violência de Israel contra manifestantes palestinos.

Desde o dia 30 de março - quando começou a Grande Marcha do Retorno perto da fronteira na Faixa de Gaza - até agora mais de 100 palestinos foram assassinados e milhares ficaram feridos devido à brutal repressão de Tel Aviv, o que gerou o rechaço da comunidade internacional.

Em 14 de maio, no mesmo dia da abertura da nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, as forças de segurança israelenses mataram mais de 50 palestinos ao abrir fogo contra eles.

Tais acontecimentos fizeram com que o Kuwait convocasse uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, que se realizou no dia seguinte à matança de palestinos por Israel.

Naquele encontro, o representante da Palestina na ONU, Riad Mansur, questionou a atitude do Conselho de Segurança que se mantém inerte diante dos crimes de Israel contra manifestantes em Gaza.

Israel deve respeitar a vida dos palestinos, mas em vez disso trata de justificar-se e faz referências ao direito de defender sua segurança, mas por acaso a Palestina não tem o mesmo direito? - disse o diplomata palestino aquela ocasião.

Segundo ele, a ocupação de Israel é a fonte principal de violência na região, e qualquer intento de manipular contraria a realidade.

Vários integrantes do Conselho de Segurança também denunciaram que a transferência da embaixada estadunidense a Jerusalém viola as normas internacionais e as resoluções do Conselho de Segurança, além de criar maiores tensões na região.

Os membros do Conselho estão considerando agora um projeto de resolução sobre Israel e a Palestina, que foi distribuído pelo Kuwait em 17 de maio.

O documento consta de três elementos principais: pede para adotar medidas para proteger os civis palestinos, exige o fim do bloqueio de Israel em Gaza e faz um chamado ao secretário geral da ONU para atenuar a situação.

Mas fontes diplomáticas advertem sobre a postura dos Estados Unidos, que em ocasiões anteriores vetaram outras tentativas de resolução que são críticas a Israel e exigem prestação de contas por parte desse país.

Em 18 de maio último, o Conselho de Direitos Humanos da ONU se reuniu em Genebra e aprovou uma resolução que condena o "uso desproporcional e indiscriminado da força por parte das forças de ocupação israelenses".

Igualmente, a resolução defende o estabeleciemnto de uma comissão de investigação com a finalidade de esclarecer as denúncias de violações e abusos do direito internacional humanitário por parte do Estado sionista em Gaza.

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