Contra espionagem, Alemanha revê contratos

Hans-Peter Uhl, porta-voz parlamentar sobre política interna dos conservadores da chanceler Angela Merkel, teria dito que governo deve exigir que a Cisco não repasse dados sensíveis à NSA (Agência Nacional de Segurança), do governo de Barack Obama

Hans-Peter Uhl, porta-voz parlamentar sobre política interna dos conservadores da chanceler Angela Merkel, teria dito que governo deve exigir que a Cisco não repasse dados sensíveis à NSA (Agência Nacional de Segurança), do governo de Barack Obama
Hans-Peter Uhl, porta-voz parlamentar sobre política interna dos conservadores da chanceler Angela Merkel, teria dito que governo deve exigir que a Cisco não repasse dados sensíveis à NSA (Agência Nacional de Segurança), do governo de Barack Obama (Foto: Roberta Namour)
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BERLIM, 21 Dez (Reuters) - Empresas norte-americanas como a Cisco, que administra grande parte dos dados das forças armadas alemãs, devem ser proibidas por contrato de passar informações confidenciais para os serviços de segurança dos Estados Unidos, teria dito um porta-voz dos conservadores da chanceler Angela Merkel.

A revista alemã Focus citou neste sábado Hans-Peter Uhl, porta-voz parlamentar sobre política interna dos conservadores, como tendo dito que deve se exigir por contrato que a Cisco não repasse dados sensíveis à NSA (Agência Nacional de Segurança).

Ele disse que o governo alemão quer monitorar as empresas dos EUA mais de perto no futuro.

Uma porta-voz do governo se recusou a comentar a reportagem da Focus.

Relatos anteriores de que a NSA grampeou telefones e emails na Europa, incluindo o celular de Merkel, causaram revolta na Alemanha, onde permanecem vivas as lembranças de monitoramente invasivo da Stasi, a polícia secreta durante o governo comunista da Alemanha Oriental.

Na sexta-feira o presidente dos EUA, Barack Obama, tentou chegar a um meio termo nas questões sobre práticas de vigilância da NSA, dizendo que algumas verificações do sistema são necessárias, mas que "não podemos nos desarmar unilateralmente".

(Por Michelle Martin)

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