Contra fake news nas eleições, senador chileno cria Lei Bolsonaro

O escândalo das fake news bancadas por empresários para favorecer a campanha do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) levou o senador chileno Alejandro Navarro a propor uma emenda constitucional para cassar candidatos que se elejam com o uso de notícias falsas. A proposta do parlamentar chileno já está sendo chamada de "Lei Bolsonaro"; "A proposta acabará com a nova maneira de fazer política que a extrema-direita latino-americana adotou, usando Big Data", justifica

Contra fake news nas eleições, senador chileno cria Lei Bolsonaro
Contra fake news nas eleições, senador chileno cria Lei Bolsonaro (Foto: Pablo Ovalle)
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247 - O escândalo das fake news bancadas por empresários para favorecer a campanha do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) levou o senador chileno Alejandro Navarro a propor uma emenda constitucional para cassar candidatos que se elejam com o uso de notícias falsas. A proposta do parlamentar chileno já está sendo chamada de "lei Bolsonaro".

Segundo Navarro, a inspiração da proposta surgiu da "questionada forma de fazer política" de Jair Bolsonaro, como o pagamento através de empresários para que fossem efetuados o disparo em massa de mensagens falas por meio do aplicativo WhatsApp contra o candidato do campo democrático Fernando Haddad e o PT.

Para ele, a proposta de emenda à Constituição do Chile visa "proteger a democracia". "A proposta acabará com a nova maneira de fazer política que a extrema-direita latino-americana adotou, usando Big Data", justificou Navarro nas redes sociais. "As fake news são difíceis de combater, pois os eleitores ficam com a primeira impressão. Assim mesmo, a mentira eleitoral tem efeitos devastadores no debate político, pois que as profere dificilmente as desdiz e é provável que nunca o faça", destaca.

"Um presidente da República deve ser um líder que triunfe sem trapaças no debate político e nas urnas. Do contrário, ganhará o que mentir mais, o que tiver mais condições de desinformar por meio das redes sociais, o que contratar mais empresas de marketing político para manipular a informação e entregar conteúdo falso de maneira deliberada. Isso não é viver uma democracia saudável", completa.

 

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