Coreia do Norte desafia previsões ocidentais modernizando submarinos que ameaçariam EUA, diz revista

A Coreia do Norte está "avançando lenta, mas seguramente" com um ambicioso programa de modernização naval, aponta revista The National Interest

Submarino norte-coreano
Submarino norte-coreano (Foto: Reuters)
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Sputnik - As Forças Armadas da Coreia do Norte estão "desafiando as antigas previsões ocidentais" de sua iminente estagnação militar, diz especialista militar da revista americana Mark Episkopos.

Atualmente, a Marinha do país está avançando na construção de um novo submarino com armas nucleares que potencialmente possui o alcance para ameaçar não só o Japão e a Coreia do Sul, mas também Taiwan, sem abandonar as águas da Coreia do Norte, escreve Episkopos.

Embora haja poucas informações acerca disso, as fotos publicadas pela mídia norte-coreana sugerem que se trata de um projeto aperfeiçoado da classe Romeo, ou projeto 663, que são submarinos diesel-elétricos de fabricação soviética.

Em meados da década de 1970, a Coreia do Norte comprou e copiou da China sob licença cerca de 20 desses submarinos. Além disso, a Marinha está também em processo de desenvolvimento do sucessor de seus submarinos balísticos da classe Sinpo-B.

O próximo navio de propulsão nuclear, denominado Sinpo-C por observadores de inteligência dos EUA, foi visto pela primeira vez em 2016 e acredita-se que suporta a tecnologia de propulsão independente de ar que permite a um submarino operar sem ter acesso direto ao ar exterior.

Tanto a versão avançada dos submarinos Romeo como o projeto Sinpo-C refletem o compromisso de Pyongyang de modernizar sua frota de submarinos, grande, mas bastante obsoleta, aponta o artigo, acrescentando que o país asiático segue uma estratégia "consciente dos custos" ao realizar ajustes profundos dos modelos já existentes.

Por outras palavras, a Coreia do Norte continua desafiando as recorrentes previsões ocidentais sobre estagnação e colapso iminente investindo firmemente em armas navais modernizadas, capazes de ameaçar de modo convincente os recursos dos EUA e seus aliados na região da Ásia Oriental, conclui o artigo.

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