Cristina Kirchner consegue apoio do Senado e derrota perseguição judicial na Argentina

A ex-presidente e senadora argentina Cristina Kirchner obteve o apoio do Senado, onde manteve a imunidade que impede a Justiça de confiscar algumas de suas propriedades como parte de uma investigação de subornos durante seu governo; Justiça argentina tenta determinar se Cristina liderou uma rede de corrupção, em um escândalo que estourou neste mês devido às cópias de cadernos com anotações que o motorista de um dos acusados guardava

Cristina Kirchner consegue apoio do Senado e derrota perseguição judicial na Argentina
Cristina Kirchner consegue apoio do Senado e derrota perseguição judicial na Argentina (Foto: REUTERS/Marcos Brindicci)

Reuters - A ex-presidente e senadora argentina Cristina Kirchner obteve nesta quarta-feira o apoio do Senado, onde manteve a imunidade que impede a Justiça de confiscar algumas de suas propriedades como parte de uma investigação de subornos durante seu governo.

A Justiça tenta determinar se Cristina liderou uma ampla rede de corrupção que implicou políticos e empresas importantes, um escândalo que estourou neste mês graças às cópias de cadernos com anotações que o motorista de um dos acusados guardava.

Para registrar as propriedades da ex-presidente a Justiça precisa da chancela do Senado, que também deveria decidir se a privará de imunidade caso o juiz Claudio Bonadio, responsável pela investigação, peça a prisão da atual senadora no futuro.

Mas a Câmara Alta do Congresso não reuniu a quantidade necessária de parlamentares para tratar do pedido da Justiça.

"Lamentavelmente não tivemos o quórum necessário, e vamos pedir uma sessão por escrito para a próxima quarta-feira", disse Ángel Rozas, senador da coalizão governista Cambiemos, aos repórteres.

Executivos de empresas importantes e ex-funcionários se declararam "arrependidos" recentemente para obter benefícios judiciais.

Suas declarações expuseram o sistema de corrupção que visava financiar o peronismo governante entre 2003 e 2015 com pagamentos ilegais realizados por empreiteiras para conseguir licitações de obras, segundo a imprensa local.

Várias testemunhas apontaram o falecido ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e sua sucessora e viúva Cristina (2007-2015) como líderes do sistema.

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