Cuba denuncia Trump por nova fase do bloqueio

Governo cubano apresenta nesta sexta-feira relatório mostrando como o bloqueio à ilha se intensificou durante o governo de Trump

(Foto: Leonardo Attuch)

Telesur - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, apresenta nesta sexta-feira (20) um relatório sobre o impacto causado pela política de bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha do Caribe no ano passado. 

O relatório, intitulado "Necessidade de encerrar o bloqueio a Cuba" será divulgao pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba em uma coletiva de imprensa.   

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou pelo Twitter na quinta-feira a apresentação deste relatório: "O bloqueio genocida, criminal e assassino deve cessar", escreveu.  

A população cubana viveu os últimos 60 anos sob um permanente bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, que foi aliviado durante o governo de Barack Obama (2009-2017).  

No entanto, com a chegada do republicano Donald Trump na Casa Branca em janeiro de 2017, Washington intensificou as medidas coercitivas unilaterais contra Cuba.   

O ministro das Relações Exteriores Bruno Rodriguez disse em 14 de setembro que o objetivo é claro: “O governo dos EUA pretende destruir a Revolução Cubana através da asfixia econômica de nosso povo, do sofrimento das famílias, das privações e dificuldades".  “É um plano genocida. Como nos últimos 60 anos, isso fracassará ”, escreveu no Twitter.  

Trump intensificou o bloqueio, com o objetivo de sufocar economicamente a ilha, principalmente com estas medidas: sanções contra empresas estrangeiras que operam no país, por meio da Lei Helms-Burton, e medidas unilaterais contra empresas que transportam petróleo da Venezuela. 

Além disso, com severas restrições ao envio de remessas para a ilha (agora a pessoa está limitada ao envio de no máximo mil dólares por trimestre dos Estados Unidos para Cuba). 

 Além disso, suspendeu viagens educacionais em grupo dos EUA e proibiu embarcações de recreio e de passageiros, incluindo cruzeiros e iates, e viagens de aviões particulares e corporativas à ilha.  

Segundo o jornal Granma, o bloqueio comercial, econômico e financeiro contra Cuba, apenas no período de abril de 2017 a março de 2018, causou perdas de 4,3 bilhões de dólares.  

Essa é uma das principais causas da escassez de alimentos e combustíveis e a dificuldade de adquirir peças de reposição, disse o jornal cubano.

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