Cuba diz ser "calúnia" acusação dos EUA sobre militares na Venezuela

Chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a presença de tropas cubanas na Venezuela;"É uma calúnia. É o pretexto da moda dos EUA para justificar uma política de hostilidade contra Cuba", afirmou

Sputnik - Chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou as declarações do presidente estadunidense, Donald Trump, sobre a presença de tropas cubanas na Venezuela.

"O presidente Trump desinformado por [conselheiro de Segurança Nacional dos EUA John] Bolton diz que há '25.000 efetivos cubanos 'na Venezuela. É uma calúnia. É o pretexto da moda dos EUA para justificar uma política de hostilidade contra Cuba devido ao fracasso da 'mudança de regime na Da mesma forma, Rodríguez afirmou que Trump reconhece que "o recrudescimento do bloqueio e a escalada agressiva contra Cuba respondem a um interesse eleitoral" dos EUA.

"Isso mostra a política imoral e suja que hoje prevalece naquele país e o corrupto e distorcido de seu sistema eleitoral", disse ele.

Anteriormente, Trump afirmou em entrevista concedida ao canal Telemundo, que Cuba é "o causador do problema" na Venezuela, mantendo ali 25.000 militares.

Crise venezuelana

A Venezuela está enfrentando uma crise política, que foi agravada no dia 23 de janeiro com a autoproclamação do opositor Juan Guaidó como presidente interino do país. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que assumiu o segundo mandato em 10 de janeiro após uma eleição legítima, considerou o anúncio de Guaidó como uma tentativa de golpe de Estado e culpou os EUA por orquestrá-la.

Rússia, China, Cuba, Bolívia, Irã, Turquia e outros paísesapoiam o governo de Maduro. Moscou descreveu o "status presidencial" de Guaidó como inexistente. Por outro lado, União Europeia, EUA e grande parte dos países latino-americanos, incluindo o Brasil, prestam apoio a Guaidó.

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