Cuba liberta grafiteiro dissidente após 10 meses de prisão sem julgamento

O grafiteiro Danilo Maldonado, conhecido como El Sexto, foi declarado no fim de setembro pela Anistia Internacional (AI) o único "prisioneiro de consciência" em Cuba

O grafiteiro Danilo Maldonado, conhecido como El Sexto, foi declarado no fim de setembro pela Anistia Internacional (AI) o único "prisioneiro de consciência" em Cuba
O grafiteiro Danilo Maldonado, conhecido como El Sexto, foi declarado no fim de setembro pela Anistia Internacional (AI) o único "prisioneiro de consciência" em Cuba (Foto: Gisele Federicce)
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Por Nelson Acosta

HAVANA (Reuters) - Cuba libertou nesta terça-feira um grafiteiro conhecido como El Sexto, depois que ele passou 10 meses na prisão sem julgamento por "falta de respeito aos líderes da revolução".

O grafiteiro Danilo Maldonado foi declarado no fim de setembro pela Anistia Internacional (AI) o único "prisioneiro de consciência" em Cuba.

"Hoje (terça-feira) me deram uns papéis para assinar na prisão que diziam que declaravam sem efeito a causa pela qual estava acusado, desacato", disse El Sexto à Reuters por telefone de sua casa em Arroyo Arenas, perto de Havana.

"Agora eu quero recuperar a energia, estar com minha família, minha filha, e depois num futuro quero viajar para os Estados Unidos para agradecer a todos que apoiaram minha causa para que me libertassem."

Danilo Maldonado, de 32 anos, estava preso desde 24 de dezembro de 2014, quando foi detido em um táxi em Havana transportando em sua bagagem dois suínos vivos que tinham seus corpos pintados com os nomes de "Raúl" e "Fidel", de acordo com a Anistia Internacional, que pediu às autoridades cubanas a libertação dele.

El Sexto tinha declarado uma greve de fome em duas ocasiões para "protestar contra sua detenção sem julgamento em Cuba".

O governo cubano argumenta que não há presos políticos nas suas prisões e considera os opositores como "mercenários" pagos pelos Estados Unidos.

A Comissão Cubana de Direitos Humanos, ilegal mas tolerada na ilha caribenha, estima que existam atualmente cerca de 60 presos políticos em Cuba.

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