Cúpula do G20 começa debatendo desafios globais

Os líderes do G20 e políticos convidados começaram nesta sexta-feira (28), na cidade de Osaka, no Japão, uma cúpula de dois dias que analisará temas relacionados aos novos desafios econômicos globais e compromissos ambientais

EFE - Os líderes do G20 e políticos convidados começaram nesta sexta-feira (28), na cidade de Osaka, no Japão, uma cúpula de dois dias que analisará temas relacionados aos novos desafios econômicos globais e compromissos ambientais.  

Os debates começaram com uma primeira reunião sobre a economia digital, que será seguida pela primeira sessão das discussões formais dos líderes reunidos em um centro de convenções na Baía de Osaka.  

As discussões acontecerão até amanhã à tarde, e nos corredores há várias reuniões bilaterais entre os líderes presentes, incluindo um encontro importante entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.  

Durante seus discursos na sessão de economia digital, as diferenças entre os dois países surgiram na questão da segurança e proteção de propriedade intelectual, após o veto imposto por Washington à empresa chinesa Huawei.  

O presidente chinês optou por aplicar uma "abordagem integrada da economia real e da economia digital", assim como "reduzir as brechas digitais, promover o desenvolvimento sustentável e o princípio de interesses equilibrados" para todos os países e ter mais conta para aqueles em fase de desenvolvimento.  "Como um participante global na economia digital, estamos comprometidos em promover a cooperação internacional e manter nossos mercados abertos", disse Xi.  

Trump, por sua vez, chamou a economia digital de um "motor-chave" para o crescimento e enfatizou a necessidade de garantir a "confiabilidade e segurança das redes de telecomunicações 5G", algo essencial para a "liberdade e prosperidade compartilhada".  

Os EUA "seguirão se opondo a dados, localizações e políticas que foram usados para restringir fluxos de comércio digital e violar a propriedade intelectual", destacou o presidente americano, mas sem fazer nenhuma menção direta ao caso Huawei.

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