De Salvini a Netanyahu, o 'inferno astral' dos principais aliados internacionais de Bolsonaro

Os percalços das lideranças em Israel, Itália e potencialmente Argentina evidenciam o 'inferno astral' de alguns dos principais aliados internacionais de Jair Bolsonaro

(Foto: Alan Santos/PR)

247 - Em 11 de abril, após a confirmação de que o Likud, o partido de Benjamin Netanyahu havia sido o mais votado nas eleições gerais de Israel, Jair Bolsonaro escreveu no Twitter:

A parceria que se viu na sequência entre os dois foi intensa. Firmaram acordos de cooperação, Bolsonaro acompanhou o premiê em uma ida ao Muro das Lamentações (algo raro na política externa) e também se comprometeu a mudar a embaixada brasileira para Jerusalém, conta a BBC Brasil.

"O problema de todos esses acenos a Netanyahu é que, desde então, o premiê israelense sofreu importantes percalços que podem tirá-lo do poder, complicando seu futuro, uma vez que ele é alvo de acusações de corrupção (as quais nega)", conta a reportagem.

Além disso, com a derrota na nova eleição realizada nesta semana, "Netanyahu admitiu na quinta-feira (19) que teria dificuldades em formar uma coalizão de direita e, segundo a agência AFP, chamou Benny Gantz, líder do Azul e Branco, para um governo de unidade. Gantz respondeu que, nas atuais circunstâncias, ele próprio, e não Netanyahu, é quem deveria ser premiê".

Com Matteo Salvini, ex-vice-premiê da Itália, ocorreu algo semelhante. Ambos estreitaram as relações, trocaram afagos em público, como no episódio da extradição de Cesare Battisti, porém,  um erro de cálculo político fez com que Salvini visse suas pretensões de assumir o cargo de premiê no final do verão italiano frustradas.


Na Argentina, com a cada vez mais plausível possibilidade de o presidente Mauricio Macri ser derrotado por Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, Bolsonaro vê mais um aliado desabando. "Não estamos apoiando o Macri, só queremos que aquela velha esquerda não volte ao poder", afirmou Bolsonaro em 21 de agosto. Para o jornal argentino Clarín, o chanceler Ernesto Araújo afirmou que Alberto Fernández é como uma "boneca russa": "Há o Alberto Fernández, você abre e lá está Cristina Kirchner, você abre lá e está o Lula, e depois (Hugo) Chávez".

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