Decisão da justiça americana associa agrotóxico liberado no Brasil a câncer

Um júri de San Francisco, nos Estados Unidos, decidiu na terça-feira (19) que o agrotóxico mais usado do Brasil e no mundo foi um "fator importante" no desenvolvimento do câncer de um homem; trata-se do herbicida Roundup, à base de glifosato, principal ingrediente ativo de diversos pesticidas usados em plantações e jardins; ações da Bayer, que comprou a Monsanto, fabricante do Roundup, caíam mais de 12% nesta quarta-feira (20)

Decisão da justiça americana associa agrotóxico liberado no Brasil a câncer
Decisão da justiça americana associa agrotóxico liberado no Brasil a câncer

247 - Um júri de San Francisco, nos Estados Unidos, decidiu na terça-feira (19) que o agrotóxico mais usado do Brasil e no mundo foi um "fator importante" no desenvolvimento do câncer de um homem.

Segundo informações da BBC Brasil, trata-se do herbicida Roundup, à base de glifosato, principal ingrediente ativo de diversos pesticidas usados em plantações e jardins. O grupo alemão Bayer, que comprou a Monsanto, fabricante do produto, rejeitou fortemente as acusações de que a substância seja cancerígena.

As ações da Bayer caíam mais de 12% nesta quarta-feira (20), depois que um segundo júri nos Estados Unidos decidiu que seu herbicida Roundup causa câncer. O caso foi apenas o segundo dos cerca de 11.200 processos envolvendo o Roundup a ir a julgamento nos Estados Unidos. Outro homem da Califórnia recebeu US$ 289 milhões em agosto, depois que um tribunal estadual decidiu que o Roundup causou seu câncer. Esse valor foi posteriormente reduzido para US$ 78 milhões e está em fase de recurso.

No mês passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propôs manter liberada a venda de glifosato no Brasil, já que não haveria evidências científicas de que a substância cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

 

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