Depois de congelar doações, ministra alemã defende rever também o Fundo Amazônia

Criado em 2008 sob o governo Lula, o fundo já trouxe ao Brasil R$ 3,4 bilhões para o país. “Uma decisão sobre como proceder deverá ser coordenada com os outros doadores, de acordo com o ponto de vista do Ministério do Meio Ambiente", afirma a ministra ministra alemã do meio ambiente, Svenja Schulze

247 - Reportagem de Bruno Aragaki no UOL informa que, após anunciar o congelamento de doações de 35 milhões de euros (R$ 155 mi) para proteção ambiental no Brasil, a ministra alemã do meio ambiente, Svenja Schulze, defendeu hoje reavaliar também os repasses alemães para o Fundo Amazônia. “Da perspectiva do Ministério Federal do Meio Ambiente, a participação da Alemanha no Fundo Amazônia também precisa ser revista”, afirmou ao UOL nesta tarde um porta-voz da ministra.

De acordo com a publicação, criado em 2008 sob o governo Lula, o fundo já trouxe ao Brasil R$ 3,4 bilhões. A Noruega é responsável por 93,8% dos valores, a Alemanha aportou 5,7%, e a Petrobras 0,5%. “Uma decisão sobre como proceder deverá ser coordenada com os outros doadores, de acordo com o ponto de vista do Ministério do Meio Ambiente. Já estamos falando sobre isso”, afirma a pasta. Ontem, ao responder a jornalistas sobre a suspensão dos repasses alemães, Bolsonaro disse que “o Brasil não precisa disso”.

“Ela [Alemanha] não vai mais comprar a Amazônia, vai deixar de comprar a prestações a Amazônia. Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso”, afirmou o presidente no domingo. Na Alemanha, Schulze afirmou à agência alemã Deutsche Welle que a reação de Bolsonaro “mostra que estamos fazendo exatamente a coisa certa [ao suspender os repasses]”, completa o portal.

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