Depois de matar 80 soldados sírios, Obama lamentou a perda "não intencional" de vidas

Um funcionário da administração Obama ofereceu uma declaração oficial de pesar pela perda de vidas causada pelo ataque aéreo dos EUA que atingiu posições do Exército sírio em violação ao acordo de cessar-fogo - um ataque que levou a chancelaria russa a se perguntar se a Casa Branca não estaria “defendendo” o Daesh (autodenominado Estado Islâmico)

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante entrevista coletiva em Washington. 23/06/2016 REUTERS/Carlos Barria
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante entrevista coletiva em Washington. 23/06/2016 REUTERS/Carlos Barria (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik – A administração Obama ofereceu um pedido de desculpas formal pela "perda não intencional de vidas" após um ataque aéreo da coalizão liderada pelos EUA que atingiu as forças do governo sírio neste sábado (17), matando pelo menos 80 soldados leais ao regime de Assad. 

O ataque aéreo aconteceu apenas cinco dias após o início formal do acordo de cessar-fogo na Síria mediado pelos Estados Unidos e pela Rússia, o qual, entre outros pontos, apelava aos dois países que coordenassem seus ataques contra os grupos terroristas no país árabe. 

O ataque foi imediatamente condenado tanto pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia – que convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU – quanto da Síria. O embate diplomático se intensificou, entretanto, após o Comando Central dos EUA ter divulgado um comunicado dizendo que, apesar de o ataque aéreo não ter sido intencional, Washington teria notificado à Rússia a intenção de atacar na região de Deir ez-Zor, alegação veementemente negada por Moscou. 

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