Depois de xingar heróis americanos da 1ª Guerra Mundial, Trump pede demissão de repórter da Fox News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu à emissora Fox News que demitisse a repórter que cobre temas de segurança nacional, após ela confirmar as afirmações de que ele chamou de “perdedores” e “otários” os soldados americanos mortos na Primeira Guerra Mundial

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Leah Millis)
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247 - Os xingamentos de Donald Trump a soldados americanos mortos durante a1ª Guerra Mundial, segundo uma reportagem do site Atlantic, foram feitos durante uma visita à França para marcar os 100 anos do conflito, em 2018.

Na última sexta-feira (4), Trump publicou uma mensagem de repúdio na rede social Twitter, afirmando que a repórter Jennifer Griffin deveria ser demitida por este tipo de matéria, informa O Globo.

“Ela nunca nos ligou para pedir que comentássemos [o caso]", escreveu o presidente.

Griffin informou que dois ex-funcionários do governo confirmaram que o presidente "não queria levar adiante uma cerimônia para homenagear os mortos de guerra americanos" no cemitério de Aisne-Marne, nos arredores de Paris, um evento que foi cancelado oficialmente devido ao mau tempo.

Desde a publicação da matéria do Atlantic, Trump tem sido alvo de duras críticas. Os comentários depreciativos sobre os soldados mortos na Primeira Guerra Mundial podem custar ao presidente parte do forte apoio político que tem entre os veteranos.

Um ex-funcionário citado pela repórter da Fox News comentou que Trump havia usado a palavra "burros" para criticar os militares mortos, mas em um contexto diferente relacionado à Guerra do Vietnã.

Trump, porém, se defendeu das acusações após a publicação da matéria, chamando-a fake news pelo Twitter.

A Fox News, que habitualmente exibe uma postura mais simpática com Trump em seu noticiário, tem sido criticada por aparentemente ignorar os relatos de Griffin ao abordar a história.

Vários colegas de Griffin na Fox a defenderem publicamente pelas redes sociais, assim como o deputado republicano Adam Kinzinger, que chamou a repórter de "justa e sem medo".

A repórter se defendeu dizendo que suas fontes são "irretocáveis". 

Pouco antes do The Atlantic publicar a história, uma pesquisa realizada pelo Military Times e o Instituto para Veteranos e Família de Militares da Universidade de Syracuse descobriu que somente 37,4% dos militares na ativa apoia a candidatura à reeleição de Trump, contra 43,1% para seu rival, o democrata Joe Biden.

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