Desemprego nos EUA atinge 39 milhões de pessoas durante a pandemia

No primeiro trimestre de 2020, a economia dos EUA encolheu 4,8%, o maior declínio econômico desde a crise de 2008-2009. Economistas alertam para a possibilidade de uma forte recessão no segundo trimestre, o que significa que as perdas de empregos podem permanecer consideráveis

Desemprego nos Estados Unidos
Desemprego nos Estados Unidos (Foto: REUTERS/Leah Millis)
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Sputnik Brasil - O número total de desempregados nos Estados Unidos chegou a 39 milhões durante a pandemia do novo coronavírus.

O número de desempregados aumentou em 2,5 milhões apenas na semana passada, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira (21). Apesar do aumento geral, houve uma queda em relação à semana anterior, quando quase 3 milhões de pessoas entraram com pedidos de seguro-desemprego no país.

Com o aumento de cerca de 1,7 ponto percentual de uma semana para a outra, a taxa de desemprego nos EUA chegou a 17,2%, ainda segundo o Departamento do Trabalho norte-americano.

No primeiro trimestre de 2020, a economia dos EUA encolheu 4,8%, o maior declínio econômico desde a crise de 2008-2009. Embora quase todos os 50 estados norte-americanos tenham dado início à reabertura da economia, os economistas alertam para a possibilidade de uma forte recessão no segundo trimestre, o que significa que as perdas de empregos podem permanecer consideráveis.

Os maiores aumentos nos pedidos de seguro-desemprego no país aconteceram na Flórida. O estado norte-americano com forte impulso econômico em atividades de turismo e lazer, teve 48.222 pedidos a mais do que na semana anterior devido às demissões provocadas pela queda nas viagens de férias, situação forçada pela pandemia.

A Califórnia, por outro lado, teve a maior queda no número de pedidos de auxílio. O estado mais populoso dos EUA, com uma das economias mais diversificadas do país, viu uma queda de 103.590 registros em relação à semana anterior.

Os EUA são o país mais afetado pela pandemia do novo coronavírus. O país registrou mais de 1,5 milhão de casos de COVID-19 e 93.863 mortes causadas pela doença, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins.

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