Diplomata dos EUA diz que Rússia deve 'sair do caminho' em caso de intervenção na Venezuela

O representante especial dos EUA para a Venezuela, Elliott Abrams, está em Portugal para pedir maior cooperação do país europeu nos esforços contra o presidente Nicolás Maduro e falou sobre a presença militar russa na Venezuela: "Os russos têm por volta de 100 homens no terreno. Diria que, se a situação chegasse [a um conflito armado], é melhor que saiam do caminho"

Diplomata dos EUA diz que Rússia deve 'sair do caminho' em caso de intervenção na Venezuela
Diplomata dos EUA diz que Rússia deve 'sair do caminho' em caso de intervenção na Venezuela (Foto: REUTERS/Shannon Stapleton)

Sputnik Brasil - O representante especial dos EUA para a Venezuela, Elliott Abrams, está em Portugal para pedir maior cooperação do país europeu nos esforços contra o presidente Nicolás Maduro e falou sobre a situação de Caracas.

Em entrevista ao jornal Observador, Abrams disse que deve haver um "maior sentido de urgência" para lidar com a questão da Venezuela em países como Portugal e Espanha.

O representante dos EUA reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva.

"O objetivo é discutir como nós, os EUA e Portugal, vemos a situação na Venezuela, o que podemos fazer para sermos mais eficazes nos esforços para o regresso da democracia no país, o que Portugal acha de mais ações por parte da União Europeia e o que os EUA têm planeado para as próximas semanas e meses", disse Abrams.

O bloco europeu já impôs sanções contra Caracas ao bloquear bens e impedir a viagem de pessoas ligadas ao governo de Maduro.
Sobre a "opção militar" que o presidente dos EUA, Donald Trump, já disse estar na mesa contra a Venezuela, Abrams ressaltou que essa hipótese "é verdade".

"Ninguém quer uma solução militar aqui. Presumo que ninguém o queira, dentro e fora da Venezuela. Mas essa opção existe. Não me parece que qualquer um de nós saiba ao certo qual será a situação da Venezuela, na região e nas suas fronteiras, daqui a três meses. Não conseguimos prever o futuro", disse Abrams ao jornal Observador.

Falando sobre a presença militar russa na Venezuela, Abrams também afirmou:

"Os russos têm por volta de 100 homens no terreno. Diria que, se a situação chegasse [a um conflito armado], é melhor que saiam do caminho."

A crise econômica e humanitária profunda que se alastra na Venezuela se agravou ainda mais no final de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país. Maduro diz que o problema na Venezuela é fruto de sabotagem orquestrada por oponentes no país e no exterior.
Vários países ocidentais, liderados pelos EUA, anunciaram o reconhecimento de Guaidó como presidente. Rússia, China, Turquia e outras nações apoiam Maduro como único presidente legítimo.

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