Diplomata expôs senador boliviano a risco de morte

A pretexto de salvar a vida do senador boliviano Roger Molina, o diplomata brasileiro Eduardo Saboia coordenou uma operação de altíssimo risco, que vem sendo considerada uma "temeridade" pelo Itamaraty e pelo Palácio do Planalto; em duas ocasiões, o governo brasileiro recusou uma oferta da Bolívia para retirar Molina da embaixada sem o salvo-conduto (uma vez que ele responde a 20 processos no país, incluindo corrupção); diplomata agiu sozinho e pode ser exonerado; presidente Evo Morales estuda pedir extradição do boliviano, considerado um fugitivo

A pretexto de salvar a vida do senador boliviano Roger Molina, o diplomata brasileiro Eduardo Saboia coordenou uma operação de altíssimo risco, que vem sendo considerada uma "temeridade" pelo Itamaraty e pelo Palácio do Planalto; em duas ocasiões, o governo brasileiro recusou uma oferta da Bolívia para retirar Molina da embaixada sem o salvo-conduto (uma vez que ele responde a 20 processos no país, incluindo corrupção); diplomata agiu sozinho e pode ser exonerado; presidente Evo Morales estuda pedir extradição do boliviano, considerado um fugitivo
A pretexto de salvar a vida do senador boliviano Roger Molina, o diplomata brasileiro Eduardo Saboia coordenou uma operação de altíssimo risco, que vem sendo considerada uma "temeridade" pelo Itamaraty e pelo Palácio do Planalto; em duas ocasiões, o governo brasileiro recusou uma oferta da Bolívia para retirar Molina da embaixada sem o salvo-conduto (uma vez que ele responde a 20 processos no país, incluindo corrupção); diplomata agiu sozinho e pode ser exonerado; presidente Evo Morales estuda pedir extradição do boliviano, considerado um fugitivo (Foto: Sheila Lopes)
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247 – O diplomata brasileiro Eduardo Sabóia, encarregado de negócios da embaixada do Brasil em La Paz, pode ser expulso da carreira no Itamaraty por insubordinação grave.

Ele teria cometido, segundo fontes do governo brasileiro, uma "temeridade" ao atravessar os governos dos dois países, coordenar uma operação que colocou em risco a vida do senador boliviano Roger Pinto Molina, burlar a fronteira e envolver diferentes personagens em seu plano. O governo da Bolívia, enquanto isso, anuncia que irá pedir a extradição de Molina, visto como um fugitivo.

Depois de 455 dias confinado na embaixada do Brasil em La Paz, Molina deixou o local conduzido pelo funcionário brasileiro, que não teria tido a anuência de nenhum de seus superiores nessa ação.

Em duas ocasiões anteriores, o governo brasileiro obteve da Bolívia propostas informais para que Molina pudesse sair da embaixada sem salvo conduto. As autoridades brasileiras, porém, não aceitaram a oferta, temendo pela vida dele.

O pretexto alegado por Sabóia para tirar o político boliviano da embaixada e trazê-lo clandestinamente para o Brasil foi a saúde de Molina. Um laudo médico apontava que ele poderia cometer suicídio, em razão de uma forte depressão.

Leia ainda reportagem sobre possível pedido de extradição que será formulado pelo governo boliviano:

Ministério Público da Bolívia diz que analisa pedir extradição de Roger Pinto Molina

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil

Brasília -  O Ministério Público da Bolívia estuda pedir a extradição do senador Roger Pinto Molina, disse hoje (25) o procurador-geral interino da Bolívia, Roberto Ramirez. De acordo com a  Agencia Boliviana de Información (ABI), agência de informações da Bolívia, Ramirez disse que "como Ministério Público, estamos, atualmente, analisando tudo o que se refere à normativa internacional e à normativa nacional para ver quais são as opções". Molina responde a vários processos na Bolívia por suspeita de corrupção.

O senador boliviano, que é opositor do presidente Evo Morales, ficou abrigado por 15 meses na embaixada brasileira na Bolívia desde que pediu asilo político ao Brasil. O salvo-conduto era negado pelas autoridades bolivianas que alegam que o parlamentar responde a processos judiciais no país. No sábado (24), o parlamentar deixou a embaixada com o auxílio da representação diplomática brasileira. O boliviano chegou neste domingo ao país por Corumbá (MS), onde se encontrou com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Os dois voaram em seguida para Brasília.

O embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano Talavera, pediu explicações ao Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, sobre a retirada do senador boliviano da representação diplomática brasileira em La Paz e a viagem dele a Brasília.

Em nota, o Itamaraty, informou que abrirá um inquerito para apurar as circunstâncias da entrada no Brasil do senador boliviano. O diplomata Eduardo Saboia, apontado como principal responsável pela retirada do senador foi chamado para prestar informações a respeito do ocorrido.

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