Direita leva no Panamá com crítica a João Santana

As eleições no Panamá terminaram neste domingo com um resultado surpreendente; a disputa foi vencida pelo empresário Juan Carlos Varela (esq.), que derrotou o governista José Domingo Arias, apoiado pelo presidente Ricardo Martinelli; um dos motes da campanha foi a crítica ao marqueteiro brasileiro João Santana (dir.), o "fazedor de presidentes"; outro alvo foi a empreiteira Odebrecht, que tem fortes vínculos com Martinelli, acusado pelo futuro presidente de patrocinar esquemas de corrupção

www.brasil247.com - As eleições no Panamá terminaram neste domingo com um resultado surpreendente; a disputa foi vencida pelo empresário Juan Carlos Varela (esq.), que derrotou o governista José Domingo Arias, apoiado pelo presidente Ricardo Martinelli; um dos motes da campanha foi a crítica ao marqueteiro brasileiro João Santana (dir.), o "fazedor de presidentes"; outro alvo foi a empreiteira Odebrecht, que tem fortes vínculos com Martinelli, acusado pelo futuro presidente de patrocinar esquemas de corrupção
As eleições no Panamá terminaram neste domingo com um resultado surpreendente; a disputa foi vencida pelo empresário Juan Carlos Varela (esq.), que derrotou o governista José Domingo Arias, apoiado pelo presidente Ricardo Martinelli; um dos motes da campanha foi a crítica ao marqueteiro brasileiro João Santana (dir.), o "fazedor de presidentes"; outro alvo foi a empreiteira Odebrecht, que tem fortes vínculos com Martinelli, acusado pelo futuro presidente de patrocinar esquemas de corrupção (Foto: Leonardo Attuch)


247 - O marqueteiro João Santana, responsável pelas principais campanhas do PT, saiu derrotado da campanha presidencial no Panamá, onde as eleições deste domingo deram a vitória ao empresário Juan Carlos Varela. Mais do que isso, Santana foi transformado em personagem da disputa, recebendo críticas de eleitores panamenhos.

Segundo Rafael Montes Goméz, os panamenhos ensinaram à equipe do brasileiro que o "dinheiro não compra tudo". Joaquin Delaguardia disse que João Santana se deparou com um povo com "inteligência e dignidade".

A derrota no Panamá representa ainda um baque para a construtora brasileira Odebrecht, que mantém fortes vínculos com o presidente Ricardo Martinelli e passou a atuar nas obras de ampliação do canal. O futuro presidente, Juan Carlos Varela, rompeu com Martinelli, a quem acusa de patrocinar a corrupção no país.

Leia, abaixo, reportagem do Opera Mundi sobre a eleição no Panamá:

Vice-presidente Varela surpreende e vence eleições no Panamá

Juan Carlos Varela aparecia em terceiro lugar na maioria das pesquisas antes do pleito

O empresário Juan Carlos Varela foi eleito presidente do Panamá nas eleições gerais realizadas neste domingo (04/05). O anúncio foi feito às 19h40 (21h40 no horário de Brasília) com 61,2% das urnas apuradas, quando Varela, da aliança “O Povo Primeiro”, formada pelo Partido Pañamenista (de direita) e pelo PP (Partido Popular), tinha 39,2% dos votos. 

Apesar de ser vice-presidente, Varela não foi o candidato apoiado pelo presidente Ricardo Martinelli, com quem cortou relações em 2011, quando foi retirado do cargo de chanceler do país.

O governista José Domingo Arias, ex-ministro da Habitação de Martinelli, ficou em segundo lugar com 32%, seguido de Juan Carlos Navarro, ex-prefeito da capital Cidade do Panamá, com 27,46%. De acordo com as pesquisas divulgadas dias antes do pleito, Arias era o principal favorito, com Navarro e Varela disputando a segunda colocação. As eleições presidenciais no Panamá ocorrem em turno único.

Meia hora depois do fechamento das urnas, o presidente do Tribunal Eleitoral do Panamá, Erasmo Pinilla, anunciou às 16h30 (18h30 de Brasília) os primeiros resultados do pleito. Navarro começou liderando, mas logo foi ultrapassado por Varela, que se manteve na liderança até o final, e Arias.

De acordo com a Justiça Eleitoral, nenhum acidente grave foi registrado durante o pleito. O presidente do país, porém, escreveu em sua conta no Twitter que seu celular sofreu vários bloqueios. "Vamos ficar atentos, porque estão entrando gravações no meio das nossas conversas", afirmou Martinelli.  

Quase 2,5 milhões de panamenhos estavam aptos a votar hoje para 1.648 cargos públicos. Até o momento, o índice de participação do eleitorado é superior a 75%.   

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