Diretor do WikiLeaks: “Assange pode enfrentar décadas de prisão nos EUA”

Para Kristinn Hrafnsson, a acusação dos EUA – de que Assange teria conspirado com Chelsea Manning para obter documentos do governo americano – é uma questão de liberdade de imprensa. "Se eles levarem adiante essa acusação, significa que nenhum publisher, nenhum editor, nenhum jornalista está a salvo em lugar nenhum do mundo", diz, em entrevista à Agência Pública

Diretor do WikiLeaks: “Assange pode enfrentar décadas de prisão nos EUA”
Diretor do WikiLeaks: “Assange pode enfrentar décadas de prisão nos EUA”

Por Natalia Viana, da Agência Pública - Após a prisão de Julian Assange em Londres na última quinta-feira, a equipe do Wikileaks se prepara para uma nova batalha judicial. Assange foi condenado em um tribunal Londrino por não ter se apresentado à Justiça Britânica quando pediu asilo na embaixada do Equador, o que pode levar a uma pena de até 12 meses de prisão. Mas a maior preocupação do WikiLeaks é com o pedido de extradição para os Estados Unidos – um risco que a organização tem apontado por mais de oito anos.

"Trata-se de um pedido de extradição para os Estados Unidos, com a possibilidade de Julian enfrentar muitos anos na prisão por ter publicado documentos que revelaram crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão", diz em entrevista à Pública o editor-chefe do WikiLeaks, o jornalista islandês Kristinn Hrafnsson.

Para ele, a acusação dos Estados Unidos – de que Assange teria conspirado com Chelsea Manning para obter documentos do governo americano – é uma questão de liberdade de imprensa. "Se eles levarem adiante essa acusação, significa que nenhum publisher, nenhum editor, nenhum jornalista está a salvo em lugar nenhum do mundo".

Leia os principais trechos na Agência Pública.

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