Discriminação racial nos EUA é 'endêmica', diz ONU

A alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, diz que os protestos desencadeados pelo assassinato de George Floyd nos EUA estão evidenciando desigualdades em saúde, educação, desemprego "e uma discriminação racial endêmica"

Manifestação contra assassinato do povo negro nos EUA
Manifestação contra assassinato do povo negro nos EUA (Foto: REUTERS/Eric Miller)
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(ANSA) - A alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou nesta terça-feira (2) que a discriminação racial é um problema "endêmico" nos Estados Unidos.

Bachelet divulgou uma declaração em que comenta os protestos deflagrados pela comunidade negra após o assassinato de George Floyd por um policial branco, em Minneapolis. Desde o crime, há uma semana, as principais cidades dos EUA têm sido palcos de manifestações diárias contra a violência racial.

Muitas delas terminaram em confrontos entre manifestantes e policiais. "Nos Estados Unidos, protestos desencadeados pelo assassinato de George Floyd estão evidenciando não apenas a violência policial contra pessoas de cor [sic], mas também desigualdades em saúde, educação, desemprego e uma discriminação racial endêmica", disse a comissária.

O posicionamento da ONU chega após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado usar o Exército para conter as manifestações. Além disso, na última segunda-feira (1º), a polícia reprimiu protestos em Washington para permitir que Trump fosse a pé a uma igreja nos arredores da Casa Branca para posar com uma Bíblia.

George Floyd foi morto em uma abordagem policial no dia 25 de maio, quando o agente Derek Chauvin se ajoelhou sobre seu pescoço por mais de oito minutos para imobilizá-lo. O resultado de uma autópsia divulgado nesta segunda confirmou que Floyd morreu em função de uma "parada cardíaca provocada pela pressão sobre seu pescoço".

O ex-vice-presidente Joe Biden, candidato democrata à Casa Branca nas eleições de 2020, disse nesta terça que as últimas palavras de Floyd - "não consigo respirar" - são um sinal de "alerta" para os EUA. "É inaceitável que a polícia aumente a violência", acrescentou.

Já o alto representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, afirmou nesta terça que está "chocado" com o homicídio de Floyd. "Foi um abuso de poder que deve ser combatido nos EUA e em qualquer lugar", disse.

Nas redes sociais, artistas, esportistas, personalidades e outros internautas do mundo inteiro promovem a ação "Blackout Tuesday" ("Blecaute de terça"), postando imagem pretas contra o racismo.

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