Documento apresentado no Sínodo alerta para "risco de extinção" da Amazônia e de sua população

Documento foi apresentado pelo climatologista Carlos Nobre e pelo economista norte-americano Jeffrey Sachs e leva assinatura de 40 especialistas mundiais sobre assuntos ligados à região, 20 deles brasileiros

(Foto: Vatican Media)

247 - Um documento apresentado pelo climatologista Carlos Nobre e pelo economista norte-americano Jeffrey Sachs durante o Sínodo da Amazônia aponta o “risco de extinção” da região e de seus habitantes. 

De acordo com reportagem do jornal O Globo, o documento, intitulado "Marcos Científicos para Salvar a Amazônia", leva a assinatura de 40 dos maiores cientistas mundiais em assuntos ligados à Amazônia, sendo 20 brasileiros, destaca as perdas ambientais, sociais e econômicas decorrentes da devastação a floresta. 

Segundo o levantamento, "cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) da América do Sul deriva da zona de influência da chuva produzida pela Amazônia". “O grande aumento de incêndios em 2019 confirma a dramática tendência ascendente do desmatamento" e que "quase 70% das áreas protegidas e territórios indígenas da Amazônia estão ameaçados por estradas, mineração, exploração de petróleo e gás, invasões ilegais, barragens ou desmatamento", destaca o relatório.

Os estudiosos alertam, ainda, que atualmente o desmatamento alcança cerca de 17% do total da floresta amazônica, o que coloca a “perto do ponto de inflexão para seu colapso", na linha de risco do chamado ponto sem retorno de transformação, quando algo entre 50% e 60% da floresta pode virar savana. 

O documento traz, ainda, 11 pontos como sugestões para preservar a Amazônia, entre elas o fim imediato das mudanças de uso da terra, do desmatamento legal e ilegal, combate às queimadas, entre outros tópicos. 

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