Documentos da Justiça dos EUA ligam Trump a atos para esconder laços com atriz pornô

Documentos da justiça americana publicados nesta quinta-feira (18) ligam Donald Trump aos esforços feitos durante a campanha presidencial de 2016 para comprar o silêncio de duas mulheres que ameaçavam revelar alegadas relações antigas

(Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

AFP - Documentos da justiça americana publicados nesta quinta-feira (18) ligam Donald Trump aos esforços feitos durante a campanha presidencial de 2016 para comprar o silêncio de duas mulheres que ameaçavam revelar alegadas relações antigas.  

Estes documentos foram redigidos em 2018 para solicitar a emissão de uma ordem de registro para o advogado de Donald Trump, Michael Cohen, que desempenhou um papel fundamental nos pagamentos a atriz de filme pornô Stephanie Clifford (conhecida como Stormy Daniel) e sua companheira de atividades Karen McDougal.  

Os documentos relatam numerosos contatos entre Michael Cohen, Donald Trump e seu ex-conselheiro, Hope Hicks, no momento das negociações.  "Na base do calendário de chamadas (...) e ao conteúdo das mensagens de texto e dos e-mails trocados, creio que pelo menos algumas destas comunicações foram sobre a necessidade de evitar que Clifford fale publicamente", escreveu um investigador.  

Desde então, Michael Cohen foi condenado a três anos e meio de prisão por, entre outras coisas, orquestrar esses pagamentos em violação das leis de financiamento de campanhas. O profissional disse que agiu a pedido expresso do então candidato republicano e atual presidente dos Estados Unidos.  

Trump negou ter conhecimento dessas transações e assegurou que esses pagamentos não eram ilegais. Os documentos revelados nesta quinta-feira minam sua defesa.  Apesar de ter estes contatos preocupantes, os promotores anunciaram na quarta-feira o fechamento do caso, sem abrir novas acusações.  

No processo, um juiz ordenou que os promotores tornassem públicos os dados da investigação.  O advogado de Donald Trump, Jay Sekulow, se manifestou satisfeito nesta quinta-feira pela conclusão da investigação. "Mantemos desde o princpio que o presidente nunca esteve envolvido numa violação das leis de financiamento da campanha", segundos um comunicado.

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