Paralisia política de Macri deixa economia em ponto crítico

Jornalista Enric Gonzáles destaca que “a economia argentina volta a espreitar o abismo" e que a situação do país “é crítica”. O jornalista destaca que cada vez mais acuado após a derota nas eleições primárias deste final de semana, o presidente neoliberal Mauricio Macri agravou a crise "ao culpar o kirchnerismo e, em última análise, a maioria dos argentinos que tinham votado na oposição pelo caos nos mercados financeiros"

Presidente da Argentina, Mauricio Macri
Presidente da Argentina, Mauricio Macri (Foto: Reuters)

247 - O jornalista Enric Gonzáles destaca que “a economia argentina volta a espreitar o abismo e que a situação do país “é crítica”. Ninguém acredita que Macri [presidente Mauricio Macri] possa superar a derrota sofrida nas primárias argentinas  no último domingo. Nem ele mesmo acredita nisso. Mas deve permanecer na batalha eleitoral para que sua coligação, Mudemos, possa passar à oposição com um certo número de parlamentares. Se a campanha continua, é impossível forjar algum tipo de consenso ou poder compartilhado com o peronismo”, ressalta Gonzáles em um artigo publicado no jornal El país. 

O jornalista destaca que cada vez mais acuado, Macri buscou medidas emergenciais “para estabilizar de alguma forma a situação. O Banco Central se mostrou disposto a gastar suas reservas para evitar novas derrocadas do peso, o que a oposição criticou, e o Governo começou a estudar possíveis mecanismos para conter os aumentos de preços tanto quanto possível. Também se propôs, de maneira mais eleitoreira (agora a questão é que a derrota do macrismo em outubro seja o menos grave possível), a reduzir os impostos sobre as classes médias, elevar o salário mínimo e aliviar a situação das pequenas empresas, sufocadas por taxas de juros acima de 70%.”. 

“À necessidade de continuar a campanha eleitoral, o que impede acordos entre as grandes forças, soma-se a aparente alienação de Mauricio Macri, que na segunda-feira causou perplexidade geral ao culpar o kirchnerismo e, em última análise, a maioria dos argentinos que tinham votado na oposição pelo caos nos mercados financeiros”, diz Gonzáles. 

Leia a íntegra no El País

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