Efeitos da Covid-19 serão sentidos nas próximas décadas, adverte OMS

"Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior agora estão enfrentando novos surtos", afirmou o diretor-geral da OMs, Tedros Adhanom Ghebreyesus

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra (Foto: REUTERS)
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Sputnik Brasil - O surto global do novo coronavírus é o tipo de desastre cujos efeitos durarão muitos anos, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta sexta-feira (31).

"A pandemia é uma crise de saúde que ocorre uma vez no século, cujos efeitos serão sentidos nas próximas décadas", afirmou Tedros em uma reunião do comitê de emergência da OMS, de acordo com comentários divulgados pela entidade.

A pandemia matou mais de 670 mil pessoas desde que surgiu em Wuhan, na China, com mais de 17 milhões de casos diagnosticados.

Estados Unidos, Brasil, México e Reino Unido foram particularmente afetados nas últimas semanas pela COVID-19, já que seus governos se esforçaram para encontrar uma resposta eficaz – muitas vezes questionando a ciência e os profissionais de saúde.

As economias foram atingidas pelas restrições de bloqueio introduzidas para restringir sua expansão, enquanto muitas regiões temem uma segunda onda.

Enquanto isso, mais de 150 empresas farmacêuticas estão trabalhando com vacinas, embora seu primeiro uso não possa ser esperado até o início de 2021, informou a OMS na semana passada.

Embora o conhecimento sobre o novo vírus tenha avançado, muitas perguntas permanecem sem resposta e as populações permanecem vulneráveis, explicou Tedros na sexta-feira (31).

"Os primeiros resultados dos estudos de sorologia [anticorpo] estão mostrando uma imagem consistente: a maioria das pessoas do mundo permanece suscetível a esse vírus, mesmo em áreas que sofreram surtos graves", declarou.

"Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior agora estão enfrentando novos surtos. Alguns que foram menos afetados nas primeiras semanas agora estão vendo um número crescente de casos e mortes", concluiu.

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