Em choque com Bolsonaro, diplomatas questionam candidatura do Brasil na ONU

No momento em que o Brasil precisa de apoio para eleição a uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU, os comentários de Jair Bolsonaro sobre o pai de Michelle Bachelet, morto pelo regime de Augusto Pinochet, e sua apologia ao golpe de 1973, foram recebidos na ONU com palavras como "vergonha" e "inconcebível", informa Jamil Chade

Jair Bolsonaro e declarações que prejudicam campanha do Brasil para conquistar uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Jair Bolsonaro e declarações que prejudicam campanha do Brasil para conquistar uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

247 - No momento em que o Brasil precisa de apoio para eleição a uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU, os comentários de Jair Bolsonaro sobre o pai de Michelle Bachelet, morto pelo regime de Augusto Pinochet, e sua apologia ao golpe de 1973, foram recebidos na ONU com palavras como "vergonha" e "inconcebível", informa o correspondente internacional Jamil Chade no UOL

Ao ler os ataques de Bolsonaro, um embaixador comentou: "Não. Ele não escreveu isso!". Já um diplomata europeu questionou: "Vocês não têm vergonha?", enquanto uma outra constatou: "Não está fácil ser brasileiro hoje". Para um negociador, "Vai ficando cada vez mais difícil votar pelo Brasil". "Nojo", diz Chade, era também a palavra que circulava entre diplomatas de países democráticos.

"O Grupo de Lima, países latino-americanos que apoiam a queda de Maduro, afirmou que votará pelo Brasil. Mas o constrangimento entre outros países ocidentais é cada vez maior. Negociadores admitem que, ironicamente, o Brasil tem um discurso de proteção aos valores ocidentais contra a ameaça ao cristianismo. Mas tem sido obrigado a buscar votos de regimes autocráticos árabes e asiáticos, além de ditaduras africanas, para garantir os votos necessários", conta o jornalista.

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