Em discurso agressivo, Brasil abandona diplomacia e ataca relatores da ONU

O Itamaraty abandona a diplomacia que tradicionalmente marcou a gestão da política externa brasileira e usa uma reunião internacional para atacar de forma dura os relatores da ONU que criticaram o governo de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro e ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
Jair Bolsonaro e ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: Marcos Correa/PR)
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247 - O Itamaraty abandona a diplomacia que tradicionalmente marcou a gestão da política externa brasileira e usa uma reunião internacional nesta quinta-feira para atacar de forma dura os relatores das Nações Unidas que criticaram o governo de Jair Bolsonaro. Agressiva, a posição brasileira causou mal-estar entre delegações estrangeiras e relatores da ONU. A informação é do jornalista Jamil Chade, em sua coluna no portal UOL. 

Nesta semana, os especialistas denunciaram o governo brasileiro diante do que chamam de "políticas irresponsáveis" durante a pandemia da Covid 19. "A epidemia ampliou os impactos adversos de uma emenda constitucional de 2016 que limitou os gastos públicos no Brasil por 20 anos", disseram os especialistas independente em direitos humanos e dívida externa, Juan Pablo Bohoslavsky, e o relator especial sobre pobreza extrema, Philip Alston. "Os efeitos são agora dramaticamente visíveis na crise atual". A declaração ainda foi endossada por outros cinco relatores, além do Grupo de Trabalho da ONU sobre discriminação contra mulheres e meninas.

Nesta quinta-feira, numa reunião virtual do Conselho de Direitos Humanos da ONU para avaliar o impacto da doença, a embaixadora do Brasil Maria Nazareth Farani Azevedo optou por não dar qualquer detalhe sobre como o governo tem agido e preferiu usar seu tempo para acusar os relatores de ignorar as vítimas da crise.

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