Em meio a conflito egípcio, Mubarak deixa prisão

Um helicóptero médico foi visto saindo da prisão Tora, na periferia ao sul do Cairo, e pousou alguns minutos depois em um hospital militar no subúrbio próximo de Maadi, informou a Reuters; ex-ditador do Egito deixou a prisão após decisão judicial ordenar sua libertação

Egypt's ousted President Hosni Mubarak sits inside a dock at the police academy on the outskirts of Cairo April 15, 2013. Mubarak will stay in detention despite a judge ordering his release on bail pending a retrial over charges in complicity in the murde
Egypt's ousted President Hosni Mubarak sits inside a dock at the police academy on the outskirts of Cairo April 15, 2013. Mubarak will stay in detention despite a judge ordering his release on bail pending a retrial over charges in complicity in the murde (Foto: Gisele Federicce)
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CAIRO, 22 Ago (Reuters) - O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak foi removido nesta quinta-feira da prisão para um hospital próximo, disseram as autoridades, após decisão judicial ordenar a sua libertação da prisão.

Um helicóptero médico foi visto saindo da prisão Tora, na periferia ao sul do Cairo. A aeronave pousou alguns minutos depois em um hospital militar no subúrbio próximo de Maadi.

O ex-líder egípcio deixa a prisão após uma semana violenta no país em que os novos governantes apoiados pelo Exército reprimiram a Irmandade Muçulmana, do presidente deposto Mohamed Mursi.

O destino imediato de Mubarak é o Centro Médico Internacional, um hospital militar no nordeste do Cairo, onde permanecerá sob guarda, de acordo com seu advogado, bem como fontes médicas e de segurança.

O gabinete do primeiro-ministro disse que Mubarak, que governou o Egito por 30 anos até ser derrubado em 2011 pelas revoltas que varreram o mundo árabe, seria colocado sob prisão domiciliar.

Essa decisão foi tomada em meio a um estado de emergência de um mês de duração, declarado na semana passada, quando a polícia invadiu acampamentos de protesto mantidos no Cairo pela Irmandade Muçulmana para exigir a restituição de Mursi.

Cerca de 900 pessoas, incluindo cerca de 100 soldados e policiais, foram mortos na violência em todo o Egito desde então, no mais sangrento conflito interno na história da república.

(Por Tom Perry e Yasmine Saleh)

 

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