Em novo livro, Piketty opina que crise vai enfatizar preocupação com desigualdade

Para o economista francês Thomas Piketty, a crise empurra o mundo para lado dos que se preocupam com desigualdade. Seu novo livro Capital e Ideologia está sendo lançado no Brasil

Thomas Piketty
Thomas Piketty (Foto: Ed Alcock)
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247 - O economista francês Thomas Piketty, está lançando um novo livro, “Capital e Ideologia”. A edição em português é publicada pela editora Intrínseca.

Thomas Piketty, formado em matemática na Escola Normal Superior de Paris, doutor em economia na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, professor da Escola de Economia de Paris desde 2007 e professor da Escola de Altos Estudos desde 2000, é codiretor do World Inequality Lab/World Inequality Database e autor do best-seller “O Capital do Século 21”

Segundo o jornalista Fernando Canzian, o novo livro do francês já é um "best-seller épico", no qual Piketty aprofunda suas exaustivas pesquisas para explicitar, entre muitas coisas, o que define como “ideologia dominante” —um conjunto de regras legais adotado internacionalmente que mantém a desigualdade de renda elevada em todo o mundo.

O livro apresenta um diagnóstico amplo para um problema muito complexo, e de difícil solução. Mas, no curso dos acontecimentos atuais, Piketty começa a enxergar rachaduras que colocam em xeque esse mecanismo.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Piketty diz que "a despeito do aumento da desigualdade nas décadas recentes, se compararmos a situação de hoje com a de cem anos atrás, ou com o século 19, a desigualdade é bem menor do que antes".

De acordo com o escritor francês,  o Brasil é uma das exceções. "A desigualdade ainda é muito grande, maior até do que na Europa do século 19 ou do começo do século 20".

Referindo-se à crise financeira de 2008 e à pandemia de 2020 , Piketty considera que ambas "poderiam nos ajudar a compreender que precisamos de um sistema econômico mais equilibrado, justo e sustentável do que o que temos tido nas últimas décadas".

Ele defende que no contexto atual, "talvez seja o caso de pensarmos em soluções mais globais para questões como a desigualdade".

Leia a íntegra  

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