Em tempos de ódio, Papa defende "amor incondicional" na missa de Natal

Em sua homilia na noite de Natal, o Papa Francisco defendeu o amor num mundo marcado pelo ódio disseminado pela extrema-direita. O papa apontou para a esperança de um novo tempo: "Não perder a esperança, não pensar que amar seja tempo perdido”.

Papa Francisco celebra missa na véspera de Natal na Basílica de São Pedro, no Vaticano
Papa Francisco celebra missa na véspera de Natal na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane)
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247 - O Papa Francisco defendeu o amor incondicional e gratuito pelo próximo, inclusive diante das piores condutas, como uma condição essencial para transformar o mundo e alcançar a paz. Durante a Missa do Galo, o pontífice falou a milhares de fiéis presentes na Basílica de São Pedro e também aos que acompanhavam a celebração pelos telões instalados na Praça de São Pedro, na noite de terça (24). Coragem, afirmou o pontífice aos fiéis: “não perder a esperança, não pensar que amar seja tempo perdido”.

"O Natal nos lembra que Deus continua amando a todos, mesmo o pior de nós. Podemos ter ideias erradas, termos feito uma grande bagunça em nossas vidas, mas Deus continua a nos amar. Quantas vezes nós imaginamos que Deus é bom quando somos bons e que ele nos pune quando merecemos. Mas ele não é assim", afirmou o Papa .

Sem mencionar casos específicos, Francisco também se referiu a problemas recentes enfrentados pela Igreja. Entre eles estão os casos de abuso sexual ao redor do mundo e as irregularidades financeiras envolvendo o Vaticano.

"Vamos contemplar o menino e nos entregar a seu amor terno. Não temos desculpas para não nos permitirmos o seu amor. Seja lá o que der errado em nossas vidas, o que não funciona na Igreja ou os problemas do mundo, nada disso serve de desculpa. Tudo é secundário diante do amor extravagante de Jesus, um amor humilde e íntimo", apontou.

Em seu discurso a 1,3 bilhão de católicos pelo mundo, Francisco falou sobre amor incondicional e pediu que os fiéis não esqueçam o sentimento de gratidão porque ele é a "melhor maneira de mudar o mundo".

"Converter-se em dádiva é dar sentido à vida e é a melhor maneira de transformar o mundo: transformamos a nós mesmos, transformamos a Igreja, transformamos a História quando começamos a não querer mudar os outros mas apenas a nós mesmos", disse o Papa.

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