Empresa de filho de Joe Biden ajudou companhia chinesa a comprar mina de cobalto, diz mídia

Uma empresa de investimento ligada a Hunter Biden ajudou um conglomerado chinês a comprar participação em uma das maiores minas de cobalto de uma empresa americana. Mais tarde, o comprador consolidou 80% da jazida, escreve The New York Times

Hunter Biden
Hunter Biden (Foto: Democratic National Convention/Pool via REUTERS)
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Sputnik - Em 2016, a mina Tenke Fungurume, localizada na República Democrática do Congo, teria sido vendida pela empresa americana Freeport-McMoRan à China Molybdenum por US$ 2,65 bilhões (R$ 14,87 bilhões).

A empresa parceira da China Molybdenum, Bohai Harvest RST Equity Investment Fund Management Company (BHR, registrada em Xangai), foi fundada em 2013 por Hunter Biden, filho do presidente dos EUA Joe Biden, e mais dois estadunidenses e alguns parceiros chineses. Três cidadãos dos EUA estavam no conselho da administração e controlavam 30% da mina.

BHR detinha uma participação minoritária em Tenke Fungurume e teria acordado com a China Molybdenum, antes da aquisição, que esta última compraria a parte da BHR.

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Dois anos mais tarde, a China Molybdenum realizou esse negócio e sua participação em Tenke Fungurume aumentou para 80%.

Naquela época, Hunter Biden controlaria 10% da BHR através de sua empresa Skaneateles, com sede em Washington.

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Um antigo membro da administração da BHR disse ao jornal que Biden, tal como os outros americanos no conselho, não estava envolvido no acordo. O advogado de Biden disse que seu cliente não tinha ligações à Skaneateles.

De acordo com Fox News, documentos comerciais chineses mostram que Biden continua tendo uma participação de 10% da BHR através da Skaneateles LLC.

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O acordo da compra da mina de cobalto no Congo suscita interesse, já que neste ano a administração do presidente Joe Biden alertou sobre a ameaça do domínio crescente da China no mercado de cobalto, um elemento crucial para a produção de baterias.

A escassez de abastecimento de cobalto contribuiu significativamente para perturbações na cadeia de suprimentos, que afetaram negativamente a produção de veículos e dispositivos elétricos.

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