Equador diz que não aceitará acusações da Odebrecht sem provas

Governo do Equador afirmou que não aceitará "sem provas" as acusações feitas por funcionários da Odebrecht de que a empreiteira teria pago subornos e propinas no valor de US$ 33,5 milhões; "Não aceitaremos, sem provas ou benefício de inventário, as versões de diretores de uma empresa que se declarou culpada de atos de corrupção e que para atenuá-los, literalmente, negocia sua responsabilidade com a justiça americana com multas bilionárias", disse o governo equatoriano por meio de um comunicado

Equador diz que não aceitará acusações da Odebrecht sem provas
Equador diz que não aceitará acusações da Odebrecht sem provas (Foto: STRINGER)

247 - O governo do Equador afirmou que não aceitará "sem provas" as acusações feitas por funcionários da Odebrecht de que a empreiteira teria pago subornos e propinas no valor de US$ 33,5 milhões. "Não aceitaremos, sem provas ou benefício de inventário, as versões de diretores de uma empresa que se declarou culpada de atos de corrupção e que para atenuá-los, literalmente, negocia sua responsabilidade com a justiça americana com multas bilionárias", disse o governo equatoriano por meio de um comunicado.

"O caso que envolve o departamento de Justiça dos Estados Unidos e a corrupção é curioso porque argumenta que funcionários públicos receberam subornos nos anos de 2007 e 2008, precisamente quando a Odebrecht foi expulsa do país", diz a nota em referência ao fato do presidente Rafael Correa, no poder desde 2007, ter expulsado a construtora brasileira do país em 2008 devido a irregularidades nas obras da construção de uma hidrelétrica. O governo brasileiro reagiu chamando o embaixador para consultas entre novembro de 2008 e janeiro de 2009.

Desde então, graças a um acordo, a Odebrecht pode retornar ao Equador em 2010, onde possui contrato referente a construção da segunda fase do metrô de Quito, por US$ 1,538 bilhão.

Desde que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou, na semana passada, que a Odebrecht teria pago cerca de US$ 33,5 milhões em propinas a funcionários equatorianos, a procuradoria daquele país realizou uma batida nos escritórios da empreiteira na cidade de Guayaquil, além de pedir novas informações aos Estados Unidos, Suíça e Brasil visando o aprofundamento das investigações.

 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247