Erdogan abandona uso do WhatsApp e recomenda uso de aplicativos nacionais na Turquia contra o "fascismo digital"

A partir desta segunda-feira (11), o escritório presidencial passará a utilizar o aplicativo de mensagens BiP, desenvolvido pela empresa turca Turkcell, segundo conta a agência Bloomberg

(Foto: Reuters)
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Sputnik - O escritório de Comunicação Social do presidente turco Recep Tayyip Erdogan estaria pretendendo cancelar seus grupos de WhatsApp por questões de privacidade. A possível decisão segue o apelo de Ancara para boicote nacional do aplicativo, gerido pelo Facebook.

A partir desta segunda-feira (11), o escritório presidencial passará a utilizar o aplicativo de mensagens BiP, desenvolvido pela empresa turca Turkcell, segundo conta a agência Bloomberg.

A decisão vem em meio à crescente preocupação com o plano do WhatsApp de começar a compartilhar dados pessoais com o Facebook.

A política entra oficialmente em vigor em 8 de fevereiro, e os usuários que recusarem os novos termos passarão a não poder acessar as suas contas no aplicativo de mensagens.

Ali Taha Koc, chefe do Escritório Presidencial de Transformação Digital, divulgou um comunicado no sábado (9) em que advertia que os aplicativos feitos no exterior "contêm riscos significativos para a segurança dos dados". Por isso, apelou aos cidadãos turcos que mudassem para "software local e nacional", alegando que a mudança ajudaria a Turquia a proteger seus dados.

Como afirmou o presidente Recep Tayyip Erdogan, vamos lutar juntos contra o fascismo digital!

A mensagem parece ter surtido efeito, uma vez que a Turkcell relatou que cerca de um milhão de novos usuários se juntou ao BiP nas últimas 24 horas.

Erdogan já havia alertado sobre o "fascismo digital", argumentando que a monopolização do controle de dados significaria desastre para o mundo.

Em discurso, o presidente turco afirmou que permanecer "humano" na era digital seria um dos maiores desafios no futuro próximo. No entanto, o seu governo foi acusado de policiar redes sociais e websites, supostamente em busca de opiniões políticas oposicionistas – e suas fontes, concluiu Bloomberg.

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