EUA desafiam a Rússia e aumentam sua presença militar na Polônia

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, anuncia o aumento da presença militar de seu país na Polônia, sob o pretexto do que ele chama de "ameaça russa".

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, e A.Duda, presidente da Polônia
Mike Pence, vice-presidente dos EUA, e A.Duda, presidente da Polônia (Foto: HispanTV)

HispanTV - O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, anuncia o aumento da presença militar de seu país na Polônia, sob o pretexto do que ele chama de "ameaça russa". 

"Não podemos esquecer que as tropas russas ainda ocupam ilegalmente algumas áreas da Ucrânia e da Geórgia", disse Pence na segunda-feira (2), antes de anunciar "a próxima chegada de mil novos soldados dos EUA" à Polônia, prometida pela Casa Branca.  

Em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, em Varsóvia, capital polonesa, o alto funcionário da Casa Branca lembrou que as novas tropas se juntarão aos cerca de 4.500 soldados já estacionados naquele país europeu.  

O vice-presidente dos EUA enfatizou que a cooperação militar existente entre os dois países tem suas raízes no fato de a Polônia ser parceira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada por Washington, por isso deve ser protegida contra possíveis ameaças.  Andrzej Duda, por sua vez, observou que seu país aumentará a compra de um novo armamento americano dentro de seus planos de modernizar o Exército. 

No campo da energia, Pence também deixou claro que os EUA "nunca" permitirão à Polônia "depender da Rússia quando as luzes estiverem acesas ou para o desenvolvimento de sua economia".  

A suspensão a exigência de visto para os poloneses também foi anunciada pelo vice-presidente dos EUA, medida que refletiria, segundo Pence, "a realidade de que nossos países são 'rodzina' (família, em polonês)".  

A Rússia denunciou a presença de um novo destacamento militar dos EUA perto de suas fronteiras, uma medida que seria um prelúdio para "novas implantações em larga escala". 

Além disso, considera a decisão "um duro golpe" para um acordo fechado em 1997 entre a Rússia e a Aliança Atlântica para restringir a acumulação militar nos países da Europa Oriental.  O número de tropas dos EUA aumentou em vários países bálticos, como Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia, em meio a crescentes tensões entre o Ocidente e a Rússia devido à crise na Ucrânia.

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