EUA e Reino Unido fazem pacto para armar Austrália com submarino nuclear contra a China

A retirada americana do Afeganistão liberou energia para os Estados Unidos empregarem na região asiática, principalmente contra a China, a maior potência da região

Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca
31/08/2021
REUTERS/Carlos Barria
Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca 31/08/2021 REUTERS/Carlos Barria (Foto: CARLOS BARRIA. Reuters)
Siga o Brasil 247 no Google News

Sputnik, com 247 - O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que está formando uma nova aliança de segurança para o Indo-Pacífico com o Reino Unido e a Austrália, um pacto que permitirá um maior compartilhamento das capacidades de defesa entre os Estados envolvidos. O principal objetivo é armar a Austrália com submarinos de propulsão nuclear, segundo a Folha de S.Paulo.

“A aproximação é mais um sinal inequívoco de que Biden resolveu acelerar a estruturação de um arcabouço visando conter estrategicamente a China em seu quintal geopolítico: os mares por onde passam exportações e importações de Pequim”, diz a Folha.

“A retirada americana do Afeganistão, por caótica que tenha sido e com efeitos ainda insondáveis, também liberou energia para Washington empregar na região asiática”, continua a reportagem.

PUBLICIDADE

Os líderes das três nações estão discutindo os objetivos do grupo de trabalho AUUKUS, garantindo que suas ações não se destinam a nenhum país em específico, mas antes em prol da paz e da segurança, anunciou um alto funcionário da administração democrata norte-americana.

"Quero ressaltar muito claramente [que] esta parceria não se dirige a nenhum país, trata-se de fazer avançar nossos interesses estratégicos e promover a paz e a estabilidade no Indo-Pacífico", afirmou o funcionário.

"Precisamos de ser capazes de abordar tanto o ambiente estratégico atual na região [do Indo-Pacífico], como o que pode evoluir lá", declarou Biden.

PUBLICIDADE

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acredita que este novo pacto aproximará ainda mais os três países, e vê a Austrália como "um de nossos amigos mais velhos, uma nação-parente e uma democracia semelhante [às do Reino Unido e dos EUA], e um parceiro natural neste grande empreendimento".

Para já, a primeira grande iniciativa da nova parceria trilateral EUA - Reino Unido - Austrália (AUUKUS) será garantir que a Austrália obtenha uma frota de submarinos movidos a energia nuclear, mas não armas nucleares, disse o primeiro-ministro Scott Morrison.

Tendo isso em consideração, Washington também espera trabalhar "de perto" com a França no Indo-Pacífico, colocando em questão um acordo francês multibilionário para fornecer submarinos convencionais para a Austrália.

PUBLICIDADE

Sobre 'ameaça' da China e armas nucleares

Apesar de não existir, atualmente, nenhuma arma nuclear norte-americana posicionada na Austrália, há quem especule que o pacto de defesa envolverá a expansão da infraestrutura de mísseis norte-americanos no país-continente para enfrentar a suposta ameaça comum colocada pela China.

É frequente a troca de acusações entre os EUA e a China no que toca aos comportamentos de ambos os Estados que acabam provocando o escalar de tensões na região e, consequentemente, a condução de exercícios navais. 

Os EUA realizam regularmente as chamadas missões pela "liberdade de navegação", nas quais navegam navios de guerra próximos das águas que Pequim vê como parte de seu território, considerando tais manobras militares provocatórias.

PUBLICIDADE

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email