EUA integra Cuba à lista de estados que patrocinam terrorismo

De acordo com o governo dos EUA, Cuba está supostamente abrigando fugitivos norte-americanos. Além disso, a ilha se recusa a extraditar um colombiano, a pedido do Exército de Libertação Nacional (ELN), que estaria supostamente vinculado a um atentado a bomba em 2019

(Foto: Sputnik)
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Sputnik Brasil - O Departamento de Estado dos EUA integrou Cuba nesta segunda-feira (11) à lista de países patrocinadores do terrorismo. Anúncio era esperado e havia sido sinalizado anteriormente pela administração de Donald Trump.

Cuba está de volta à lista de países considerados pelos EUA como patrocinadores do terrorismo. Washington havia retirado Havana da lista em 2015, em uma medida diplomática que visava melhorar os laços, inclusive econômicos, entre os dois lados.

O governo do atual presidente dos EUA, Donald Trump, porém, já havia manifestado em maio de 2020 interesse no retorno de Cuba ao seleto grupo de nações classificadas pelos EUA como perigosas.

Além de sanções, a iniciativa dos EUA posiciona Cuba na companhia do Irã, Coreia do Norte, Síria e Sudão, países considerados "patrocinadores do terrorismo".

De acordo com o governo dos EUA, Cuba está supostamente abrigando fugitivos norte-americanos. Além disso, a ilha se recusa a extraditar um colombiano, a pedido do Exército de Libertação Nacional (ELN), que estaria supostamente vinculado a um atentado a bomba em 2019.

Os primeiros relatórios sobre os Estados Unidos considerando a possibilidade de retornar Cuba à sua lista de Estados patrocinadores do terrorismo surgiram em maio. Segundo as autoridades, havia um "caso convincente" de que tal movimento deveria ser feito contra Havana. Em parte, foi alegadamente em função de seu apoio contínuo ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, bem como o refúgio que fornece para líderes do grupo rebelde ELN da Colômbia.

Os Estados Unidos retiraram Cuba de sua lista de Estados patrocinadores do terrorismo em maio de 2015, em uma tentativa de eliminar um obstáculo fundamental ao restabelecimento dos laços diplomáticos entre os antigos inimigos. A mudança de política permitiu a Cuba realizar atividades bancárias nos Estados Unidos, entre outras atividades empresariais.

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